terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Casamento

Desde o início de ano um grande amigo meu havia convidado-me para seu casamento. E claro que não se diz a um amigo que não vamos ao seu casamento. Eu confirmei que iria. No entanto, quanto mais se aproximava a data, mais desanimado eu ficava. O Pedro mora em São José dos Campos S.P e eu em Belo Horizonte-MG. Isso significava viagem, aeroporto, avião, atrasos e perda de tempo. Então tudo isso deixava-me muito desanimado. Mas eis que na quarta-feira antes do casamento o Pedro me liga todo feliz para ter certeza de que eu iria. No início da conversa fiquei ensaiando em como dizer não. No entanto, não tive coragem e acabei confirmando que iria sim. Não tive coragem de dizer não a ele. Mas disse também que ele não precisava se preocupar comigo, que eu iria direto para São Paulo Capital, que iria aproveitar a oportunidade para ver alguns amigos e que então no sábado eu iria para São José dos Campos vê-lo casar. Ele inisistiu para que eu fosse pra sua casa direto. Mas consegui convencê-lo do contrário. Eu sabia que na sua casa teria muita gente, parentes de longe e eu não queria ficar lá totalmente estranho no meio de todos. O Pedro certamente não teria tempo pra mim. Tudo combinado, nos veríamos no sábado em seu casamento.


Na quinta logo cedo tratei de reservar minha passagem e um hotel em São José dos Campos mesmo. São Paulo era longe o suficiente para cansar-me ainda mais. E a desculpa de ir direto pra São Paulo era apenas uma desculpa para não ficar na casa do Pedro.


Assim, na sexta viajei cedo para São José, na verdade eu queria ir mais tarde, mas já tinha mais passagem disponível. Então desembarquei em São José as 9 da manhã. Aeroporto bem pequeno e bem organizado. Dirigi-me ao saguão para retirar minha bagagem e o saguão já dava saída para o estacionamento. Enquanto eu e os demais passageiros, bem poucos, esperávamos nossas bagagens, notei que o guarda da porta de saída para o estaciomento, não parava de olhar-me. Dispistei meu olhar, conversei com pessoas que esperavam suas bagagens e distanciei-me um pouco e discretamente olhei para ele e pra minha surpresa ele me olhava discretamente. Ainda de longe, peguei um pedaço de papel, anotei meu número e como era de outra cidade, ainda escrevi que poderia ligar a cobrar se precisasasse. Quando minha bagagem chegou, retirei-a, dirigi-me até o guarda com o intuíto desnecessário de pegar um informação e dei-lhe meu número. Agora era com ele. Peguei um taxi e fui para o hotel.


Cheguei, joguei-me na cama e fiquei pensando no guardinha, devia ter algo entre 28 e 32 anos de idade. Malhado, bonito e os óculos que ele usava dava-lhe um charme muito especial. Fiquei pensando, "não é possível que depois de mais de 4 meses sozinho, sem ninguém, que vem me aparecer um cara justamente de longe, ninguém merece, me conveci de que seria absurdo". Conectei meu notebook e fui pra internete. O tempo passou... as 12:30 meu telefone tocou, o número era desconhecido. Já atendi ancioso. Era ele. Me disse sou Heverton do aeroporto, fiz mal em ligar? Não, claro que não, eu respondi. Então, estou na minha hora de almoço daí resolvi ligar-te. Voz bonita você tem, ele disse. Eu saio do trabalho as 17:00 hs. podemos nos ver? E eu disse sem pensar: é claro! Dei-lhe o endereço do hotel e ele marcou de passar a 19:00hs. A ansiedade tomou conta de minha tarde...


Arthur A. Lima

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hotel Fazenda - Final

Você vai ter sua chance hoje, eu disse. E ele riu faceiramente.
Fomos pra cozinha e enquanto eu preparava o lanche eu dava jeito de me aproximar dele.
Peguei um queijo especial e perguntei-lhe se gostaria no lanche dele, ele me disse se é bom como você, eu como. Eu ri e disse eu sou melhor te garanto e aos risos eu levei um pedacinho pra ele provar. Levei em direção a boca dele e ele tentou pegar com a mão. Eu disse hanhahn e coloquei na boquinha dele, meio sem graça ele sorriu e disse é bom sim. Eu pensei comigo: você ainda não viu nada.
Continuamos a conversar e eu preparando o lanche. Olhei e perguntei-lhe: quer mais um pedacinho do queijo? Pode pegar.

Ele me disse eu aceitaria se você me desse outra vez. Eu ri e disse: pois não, seja feita a sua vontade, mas tome um pouco de vinho antes, você vai sentir melhor o paladar do queijo. Ele ficou de pé perto de mim sorveu o vinho e eu dei-lhe o queijo como ele quis, ele só não esperava que em menos de um minuto eu viraria e roubaria lhe um beijo, sem cerimônia alguma.
O melhor de tudo é que ele não impôs resistência. De imedianto me desculpei pelo impulso e disse: eu já não aguentava mais esperar. Um fogo me queimava por dentro. E ele me disse que bom, você estava demorando demais. E nos beijamos de novo. E agora um beijo demorado, suave e gostoso. Trocamos carinhos...
E o lanche ficou pronto. Lanchamos tomando vinho. E durante o lanche falamos sobre relacionamento, namoro. Eu senti que ele apesar de vinte e cinco anos era bastante inexperiente e inseguro e foi o que ele me falou. Como também me disse que não queria me magoar, mas que achava que não estava preparado pra um relacionamento. Eu logo tratei de deixá-lo tranquilo dizendo que não estava lhe propondo um relacionamento e que relacionamentos só acontecem quando as pessoas se sentem seguras e que ele poderia ficar muito a vontade quanto a isso.

Carinhosamente eu beijei-lhe e o trouxe pra sala, nos sentamos no sofá e namoramos, eu sentia meu sangue ferver e o dele não estava diferente. E assim sem medo e eu o tomei pela mão em direção ao meu quarto. Beijei-lhe e deitamos. Ele me disse: tenho que ir pra casa. Eu disse eu sei. E depois de um outro e outros beijos nos amamos.
Acordamos no outro dia (sábado) as sete da manhã, ele assustado e querendo fugir as pressas e eu logo o acalmei carinhosamente. Tomamos banho, café e ele sorria feliz. Entreguei lhe o presente de natal eu comprara no dia anterior e ele ficou mesmo surpreso.
Marcamos de nos ver de novo antes de eu viajar para o Natal e Ano Novo em BH. Naquele mesmo sábado a tarde eu recebi três mesangens de texto dele. Três declarações de amor. Acho que isso vai mais longe do que eu possa imaginar, eu pensei. Naquela noite ele me convidou para sairmos, disse que não queria passar no meu apartamento mas que desejava sair. Fomos tomar um shopp, mas ele dormiu na minha cama...
É, depois de alguns shopps a gente fica bem mais amável...
PS. Google public pictures só pra ilustrar.
Arthur Alter

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Hotel Fazenda II

Ao longo da semana eu e Allan nos falamos duas ou três vezes por telefone. E ficou mesmo acertado que na sexta feira ele iria até meu apartamento para levar as fotos de nosso passeio. Eu, já sabia onde queria que essa visita terminasse, já tinha todos os meus planos feitos.
Na sexta feira acordei e logo me lembrei é hoje rsrsrrsrs. Exatamente 17 de dezembro de 2010. Como vêem essa postagem está duas semanas atrasada. Eu trabalharia só na parte da manhã. Tomei meu banho matinal, pensei em fazer a barba, mas deixei pra fazer no final do dia. Tomei um café, peguei minhas coisas e saí.
Na parte da manhã tudo transcorreu como sempre. As 11:30 eu saí e resolvi passar num shopping, afinal era a semana que antecedia o natal. Eu deveria comprar alguns presentes pois na outra semana eu iria para BH passar o natal e o ano novo com meus pais.
Chegando ao shopping depois de andar muito comprei presentes para meus pais e também para meu ex, o Gui. Entre nós sobrou uma amizade bonita e sem constrangimentos. Resolvi também fazer uma surpresa pro Allan e comprei-lhe um presente. Que no momento certo eu lhe entregaria.
Quase três da tarde fui fazer um lanche e voltei pra casa. Chegando fui logo organizando algumas coisas que estavam fora do lugar. Coloquei uma garrafa de vinho na geladeira. E resolvi tirar uma soneca.
Acordei as cinco e meia. Fui ver um pouco de TV, as 6:30 resolvi fazer a barba. O Allan sairia do trabalho as cinco da tarde, ele certamente iria em casa pra depois voltar e por certo no máximo as sete e meia da noite ele estaria chegando, feita a barba, fui a cozinha e ainda fiz um pequeno lanche, limpei tudo e fui tomar meu banho.
Sete e meia e a impaciência já começara a tomar conta de mim. O tempo a partir daqui parecia não passar. Sete e quarenta e cinco e nada. Olhei o telefone várias vezes, ligo ou não ligo...
As sete e cinquenta e cinco o interfone toca, meu coração deu um salto, respirei fundo e atendi, era ele. Beleza cara pode subir. Destravei o portão e tratei de me recompor da ansiendade. Antes mesmo que ele tocasse a campainha eu já estava abrindo a porta e já com um sorriso faceiro eu o recebi.
Ele estava bonito, barba feita e cabelo bem feito também. Ele entrou e fomos pra sala. A conversa correu solta por uns vinte minutos e sobre assuntos diversos. Daí ofereci-lhe um vinho e continuamos a conversar e de alguma forma eu sentia que havia algo especial pra acontecer, o tom de nossa conversa foi ficando mais suave. Depois da segunda taça de vinho, fomos as fotos e algumas estavam muito bonitas outras mereciam ser deletadas. Terminado com as fotos eu perguntei se ele aceitaria sair pra comer alguma coisa. Ele me disse que era melhor deixar pra outra hora, que não demoraria muito, nessa hora eu pensei: mas será que ele vai me escapar ou é apenas jogada? Então eu disse venha pra cozinha comigo eu preparo um lanche delicioso em minutos. Ele me disse: delicioso mesmo? Eu disse sim claro, o que eu faço que não fica bom? Ele disse: não sei, ainda não experimentei nada.
Você vai ter sua chance hoje, eu disse. Continua...
Arthur Alter

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hotel fazenda

Ao chegar em casa cançado após um dia de trabalho, fui logo para o banho. Enquanto a água escorria de minha cabeça aos pés, pensava livremente no fim de semana que apenas tivera. Eu havia viajado com um grupo de amigos para uma cidadezinha do interior. O lugar um hotel fazenda lindo encrustrado no meio de uma mata e ao entorno algumas belas cachoeiras. Erámos em quatro. Nos conhecíamos fazia tempo e também havia tempo que estavámos planejando um passeio juntos. Allan era o mais novo dos quatro tinha 25 anos. Pedro tinha 27 e João Victor 29 eu era o mais velho com 31 anos e ao mesmo tempo eu parecia o mais jovem, mais brincalhão e gozador. Tudo pra mim era diversão. Apenas eu entre eles fazia academia e meu corpo bem definido demonstrava o quanto eu curtia cuidar de mim mesmo. E até parecia mais jovem de fato.
Saí do banho enrolado na toalha e fui direto pra cozinha, olhei o relógio e ainda não era sete e meia da noite. Peguei uma caixa de suco, um sandwich natural e uma banana. Sentei à mesa e comecei a comer. Dali levantei e voltei ao banheiro. Escovei os dentes e me olhei no espelho e logo percebi alguns fios brancos em minha cabeça, no topo da cabeça o cabelo já havia dado sinal de enfraquecimento. Mas os fios brancos me deixaram meio com aquela sensação de: estou ficando velho.
Já passei dos 30. Voltei pra sala sentei diante da TV me recostei na poltrona e comecei a ver qualquer coisa que nem me lembro. Meus olhos pesaram. Daí a pouco a campainha tocou, sonolento, ainda pensei que estava sonhando. Corri até o quarto botei um bermuda tec-tel branca nem pensei em cueca e corri até a porta. Ao abrir me surpreendi com uma visita inesperada. Era o Allan. Com um sorriso encantador me disse: eu não tinha nada pra fazer depois do trabalho e resolvi passar aqui, eu trouxe umas fotos de nosso passeio. Tá no meu pen-drive e pensei em copiar pra vc.
E eu meio confuso e feliz logo disse: caramba que legal entra ae. Meu notebook ta no quarto eu já vou buscá-lo fica a vontade. Fui até o quarto e discretamente ainda passei uma colônia Hugo Boss (Intense) e voltei com o notebook. Ele colocou-o no colo e começou a transferir as fotos e de quando em vez me olhava e eu não conseguia decifrar o que seus olhos queriam. Daí a pouco abri a boca demonstrando sono. Me desculpei e ele sorriu dizendo ainda é cansaço do fim de semana. E na verdade era. A gente se divertiu muito, brincamos como adolescentes. Ao terminar de transferir as fotos me aproximei mais e começamos a ver. Nossa ficaram bonitas ein!? E ele me disse: essa principalmente. Era uma em que eu demosntrava meus músculos rsrsrsrsr. E completou: bonita como o dono. Eu sorri meio amarelo e olhando-o nos olhos disse: verdade? E ele sem constrangimento disse: sim.
Passei a mão em seu rosto e disse: são seus olhos rsrsrsrs essas frases cliches ainda funcionam, não se enganem. Tirei o computador de seu colo e olhei-o firme nos olhos. Seus olhos brilhavam intensamente. Ele elogiou meu perfume e disse-se seduzido, me aproximei lentamentamente para beijá-lo e fatidicamente o telefone tocou, o fixo residencial, toque extridente, perdi o rumo assustado e quando olhei meio assim perdido e confuso, só estava eu na sala, a televisão falava às paredes e eu nem tenho telefone fixo. Era pouco mais que oito e meia da noite. Eu havia apenas sonhado. Foi apenas um sonho...
Fui até a cozinha tomei água e decidi ligar pro Allan, era tudo tão real e a gente tinha ficado tão próximos no hotel fazenda.
___ Allan? E então tudo bem? Quando é que vc vai me fazer uma visita e trazer as fotos de nosso passeio?
___ Oi Teté, beleza!? Ah cara eu levo aí um dia desses da semana. Ou te passo por e-mail.
___ Nada de e-mail, está intimado a vir pessoalmente. Ok?
___ Tudo bem então, vou deixar combinado de passar aí na sexta a noite pode ser?
___ Claro, sexta é sempre uma excelente noite!
___ Falou então, combinado. Abraço cara, se cuida.
___ Ok, fico te esperando. Se cuida também...
Sexta feira...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lembrança

Eu deveria saber quem eu sou agora; e na verdade eu sei. Por certo que sei.
Eu ando..., e as memórias se mantêm de alguma maneira pensando no inverno!
Teu nome é uma farpa dentro de mim.
Enquanto eu espero... espero que haja um novo começo, com coisas todas novas.

E eu me lembro do som do centro em novembro, tanto barulho, e eu desejava apenas o silêncio.
E eu me lembro da verdade: um dezembro quente contigo!
Mas eu não tenho de cometer este erro outra vez, não, não tenho mesmo.
E eu nao tenho de estar dessa maneira, sentindo o novembro, na lembrança.
Se eu só despertasse do sono, eu veria: já é dezembro.
O caminho ficou claro agora. Tua voz é tudo que escuto de alguma forma;
Gritando pro inverno, é no inverno que a gente se aquecia.
Tua voz é uma farpa dentro de mim gritando por meu nome.
Enquanto eu espero... espero, mas acho que até de meu nome eu me esqueci.

Eu poderia me perder, mas quero me encontrar... em qualquer lugar...
Na dura chuva azul dos teus olhos porque eu ainda sinto tua falta, é eu sinto!

E eu me lembro do som do centro em novembro.
E eu me lembro da verdade é eu me lembro.
De um dezembro quente contigo... é eu me lembro,
Mas quero esquecer...
Porque eu não tenho de cometer esse mesmo erro outra vez.
Arthur Alter

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um brinde a VIDA

As vezes sinto que falto eu em mim mesmo…
Foi essa uma parte do comentário que deixei no blog de um amigo o Gilson do blog momentos compartilhados.
Por que? Como assim faltar eu mesmo em mim?
Quando todos parecem ter uma rotina predeterminada, minha vida gira sem parar. Nada é igual embora eu desenvolva a mesma atividade quase todos os dias. Levanto e saio correndo para preparar meu café, enquanto a cafeteira faz o serviço é tempo de banho... nossa já falei disso. Vou correndo pra faculdade, aulas, atividades, discussão em grupos. Vou dar aulas, volto a estudar o telefone toca, perco o sentido e esqueço exatamente onde estava, tenho que ficar atento, pagar as contas em dia. Não me lembro quando fui ao cinema nos últimos três meses, não sei quando descansei de verdade num fim de semana. Até mesmo namorar tem parecido chato. Tem hora que quero ficar sozinho, esquecer de todo mundo, desligar o telefone e sumir, acampar no meio do nada longe de todos. Mas tenho medo.
Me viciei na metropole, no barulho, na correria. E isso já me afastou daquilo que eu gostava. Chego em casa olho o computador, e com tremenda angustia checo meus e-mails, dá uma vontade grande de ascessar o blog, mas me controlo. Ligo a TV e logo desisto sempre as mesmas coisas. Tento ouvir música, mas até pra isso eu preciso estar bem comigo mesmo. Estou mesmo cansado! Fim de ano! Sinto falta dos dias de criança, sinto falta do aconchego da casa da mamãe. Acho que preciso me casar, estou cansado de acordar sozinho e de ir deitar sozinho... a solidão tem me enfraquecido. Namoro a distância, ninguém merece! Faz mal ao coração.
Fico dias sem fazer a barba, me olho no espelho e nem me reconheço. Durmo pouco, saio correndo, não observo as pessoas, não observo a vida... e eu sempre observava tudo e todos, tudo me encantava, hoje estou num grau de stress que nem mesmo as cores vivas do dia me chamam a atenção.
Ontem mamãe me ligou e me deu uma notícia ruim, um primo meu de minha idade morreu de acidente de carro. Ela deu a notícia entre lágrimas. E eu disse sinto muito mamãe. Depois que desliguei o telefone fui fazer o que eu estava fazendo, esqueci complemente da notícia, de tão anestesiado que estava com meus afazeres. Deitei e nem me lembrei de ninguém. Acordei agora de manhã e do nada me lembrei... Parei tudo. Desisti de ir à aula. Apenas escreverei um pouco. Depois eu ligo pra casa. No fim de semana vou a BH visitar meus tios. Hoje eu quero pensar na vida, pensar em mim mesmo e não vou correr tanto. Vou sair e ver as pessoas na rua. Quero sorrir para os velhinhos e brincar com as crianças. Quero ir até o mirante e ver o sol se pôr e depois vou voltar pra casa. Vou escutar Nana Caymmi, tomar uma taça de vinho, tomar um banho relachante, quero assistir um filme bem light, prayers for Bobby.
No fim, ao deitar quero fazer uma prece por mim mesmo e vou me comprometer a prestar mais atenção em mim mesmo se de verdade eu quiser prestar atenção vocês também. Quero dormir em paz ao menos por hoje.
Bju a todos.
Arthur alter Lima

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pizza

... Quando terminou meu período de trabalho, eu imediatamente me dirigi ao estacionamento, precisava ir em casa almoçar e levar o meu carro à seguradora pois, certamente seria encaminhado para os devidos reparos aos cuidados da seguradora e por certo me deixariam um outro carro. Quando cheguei no estacionamento notei que havia um papel incomum preso ao limpador do para-brisas ao lado do motorista. Estranhei. Peguei-o abri e li:
___ Desculpa, sou o Helton, o desastrado que bateu em seu carro. Me liga por favor? (xx – xnx –xx). Pensei um pouco... O que seria afinal tudo já estava mais ou menos resolvido. Fui para casa pensando se ligaria e a que hora. Confesso que almocei intrigado. Já para sair para seguradora eu resolvi ligar, ao menos eu sairia daquela indecisão. Ligo, o telefone toca umas três vezes, eu já estava pensando em cancelar a chamada quando atende.
___ Helton?
___ Sim, quem é?
___ Sou o Arthur, posso te ajudar em algo você pediu que ligasse. Na verdade eu estou indo à seguradora agora levar meu carro....
___ É, na verdade eu só queria saber se estava tudo bem e me desculpar de novo. E também te agradecer você foi muito gente boa comigo...
___ Tá ok rapaz, isso são coisas que acontecem. Mas enfim, eu tenho que ir, tenho muitas coisas pra fazer, como eu disse estou indo a seguradora. Depois te informo como ficou as coisas. Mas afinal sua mãe já pegou outro carro até que o de vocês fique reparado?
___ Sim, já. Mas desse ela não vai deixar eu nem chegar perto rsrsrs.
___ rsrsrs imagino. Se cuida garoto. Salva meu número qualquer novidade é só me ligar ok? Abraço.
E desliguei, mas sabe quando você sente um clima diferente? Foi isso que fiquei sentindo. A tarde passou voltei para casa. Cuidei dos meus afazeres preparei a aula do dia seguinte, li uns textos pequenos que eu precisava para a aula do mestrado. Já era um pouquinho depois das sete da noite eu resolvi que iria sair para comer uma pizza. Então pensei no Helton: “bem que ele poderia me fazer companhia”. Passei uma mensagem: “estou indo comer uma pizza, me acompanha?”
Menos de um minuto depois recebo apenas uma mensagem: “sim”.
Eu resperei aliviado e contente. Precisava tomar um banho, mas antes liguei para combinar. Tudo acertado eu o pegaria em casa em 40 minutos. Tomei banho, vesti-me, me olhei duas ou mais vezes no espelho. E lá fui eu...
Quando cheguei no local combinado ele já estava me esperando e um ar menos tenso na face e os olhos bonitos o deixava realmente um gatinho. Cumprimentei-o com um aperto de mão e um sorriso que foram prontamente retribuidos.
___ Caraca, que estranho, ele disse. A gente se envolve num acidente de carro e fica amigos rssrsr.
___ Eu ri e disse: é... a culpa é sua. Mas há males que vem pra bem não é o que diz o adágio?
___ É, ele retornou em resposta.
Enfim, durante a pizza conversamos sobre muitas coisas e perguntei se ele queria passar na minha casa antes de voltar pra casa dele e ele disse: tudo bem, mas completou:
___ Minha mãe vai me matar se souber que sai pra comer pizza com o cara do acidente rsrsrs
E eu brinquei: vamos ligar pra ela... e você diz que está comendo pizza comigo rsrsrsr.
___ Você nem é louco rsrsrsr. Quando chegamos em meu apartamento, ele disse que não poderia se demorar e já era dez da noite. Na verdade conversamos uns 15 minutos e eu o levei de volta pra casa. O que conversamos? Segredo! Quem sabe eu resolvo contar num outro post.
Arthur Alter