segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hotel fazenda

Ao chegar em casa cançado após um dia de trabalho, fui logo para o banho. Enquanto a água escorria de minha cabeça aos pés, pensava livremente no fim de semana que apenas tivera. Eu havia viajado com um grupo de amigos para uma cidadezinha do interior. O lugar um hotel fazenda lindo encrustrado no meio de uma mata e ao entorno algumas belas cachoeiras. Erámos em quatro. Nos conhecíamos fazia tempo e também havia tempo que estavámos planejando um passeio juntos. Allan era o mais novo dos quatro tinha 25 anos. Pedro tinha 27 e João Victor 29 eu era o mais velho com 31 anos e ao mesmo tempo eu parecia o mais jovem, mais brincalhão e gozador. Tudo pra mim era diversão. Apenas eu entre eles fazia academia e meu corpo bem definido demonstrava o quanto eu curtia cuidar de mim mesmo. E até parecia mais jovem de fato.
Saí do banho enrolado na toalha e fui direto pra cozinha, olhei o relógio e ainda não era sete e meia da noite. Peguei uma caixa de suco, um sandwich natural e uma banana. Sentei à mesa e comecei a comer. Dali levantei e voltei ao banheiro. Escovei os dentes e me olhei no espelho e logo percebi alguns fios brancos em minha cabeça, no topo da cabeça o cabelo já havia dado sinal de enfraquecimento. Mas os fios brancos me deixaram meio com aquela sensação de: estou ficando velho.
Já passei dos 30. Voltei pra sala sentei diante da TV me recostei na poltrona e comecei a ver qualquer coisa que nem me lembro. Meus olhos pesaram. Daí a pouco a campainha tocou, sonolento, ainda pensei que estava sonhando. Corri até o quarto botei um bermuda tec-tel branca nem pensei em cueca e corri até a porta. Ao abrir me surpreendi com uma visita inesperada. Era o Allan. Com um sorriso encantador me disse: eu não tinha nada pra fazer depois do trabalho e resolvi passar aqui, eu trouxe umas fotos de nosso passeio. Tá no meu pen-drive e pensei em copiar pra vc.
E eu meio confuso e feliz logo disse: caramba que legal entra ae. Meu notebook ta no quarto eu já vou buscá-lo fica a vontade. Fui até o quarto e discretamente ainda passei uma colônia Hugo Boss (Intense) e voltei com o notebook. Ele colocou-o no colo e começou a transferir as fotos e de quando em vez me olhava e eu não conseguia decifrar o que seus olhos queriam. Daí a pouco abri a boca demonstrando sono. Me desculpei e ele sorriu dizendo ainda é cansaço do fim de semana. E na verdade era. A gente se divertiu muito, brincamos como adolescentes. Ao terminar de transferir as fotos me aproximei mais e começamos a ver. Nossa ficaram bonitas ein!? E ele me disse: essa principalmente. Era uma em que eu demosntrava meus músculos rsrsrsrsr. E completou: bonita como o dono. Eu sorri meio amarelo e olhando-o nos olhos disse: verdade? E ele sem constrangimento disse: sim.
Passei a mão em seu rosto e disse: são seus olhos rsrsrsrs essas frases cliches ainda funcionam, não se enganem. Tirei o computador de seu colo e olhei-o firme nos olhos. Seus olhos brilhavam intensamente. Ele elogiou meu perfume e disse-se seduzido, me aproximei lentamentamente para beijá-lo e fatidicamente o telefone tocou, o fixo residencial, toque extridente, perdi o rumo assustado e quando olhei meio assim perdido e confuso, só estava eu na sala, a televisão falava às paredes e eu nem tenho telefone fixo. Era pouco mais que oito e meia da noite. Eu havia apenas sonhado. Foi apenas um sonho...
Fui até a cozinha tomei água e decidi ligar pro Allan, era tudo tão real e a gente tinha ficado tão próximos no hotel fazenda.
___ Allan? E então tudo bem? Quando é que vc vai me fazer uma visita e trazer as fotos de nosso passeio?
___ Oi Teté, beleza!? Ah cara eu levo aí um dia desses da semana. Ou te passo por e-mail.
___ Nada de e-mail, está intimado a vir pessoalmente. Ok?
___ Tudo bem então, vou deixar combinado de passar aí na sexta a noite pode ser?
___ Claro, sexta é sempre uma excelente noite!
___ Falou então, combinado. Abraço cara, se cuida.
___ Ok, fico te esperando. Se cuida também...
Sexta feira...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lembrança

Eu deveria saber quem eu sou agora; e na verdade eu sei. Por certo que sei.
Eu ando..., e as memórias se mantêm de alguma maneira pensando no inverno!
Teu nome é uma farpa dentro de mim.
Enquanto eu espero... espero que haja um novo começo, com coisas todas novas.

E eu me lembro do som do centro em novembro, tanto barulho, e eu desejava apenas o silêncio.
E eu me lembro da verdade: um dezembro quente contigo!
Mas eu não tenho de cometer este erro outra vez, não, não tenho mesmo.
E eu nao tenho de estar dessa maneira, sentindo o novembro, na lembrança.
Se eu só despertasse do sono, eu veria: já é dezembro.
O caminho ficou claro agora. Tua voz é tudo que escuto de alguma forma;
Gritando pro inverno, é no inverno que a gente se aquecia.
Tua voz é uma farpa dentro de mim gritando por meu nome.
Enquanto eu espero... espero, mas acho que até de meu nome eu me esqueci.

Eu poderia me perder, mas quero me encontrar... em qualquer lugar...
Na dura chuva azul dos teus olhos porque eu ainda sinto tua falta, é eu sinto!

E eu me lembro do som do centro em novembro.
E eu me lembro da verdade é eu me lembro.
De um dezembro quente contigo... é eu me lembro,
Mas quero esquecer...
Porque eu não tenho de cometer esse mesmo erro outra vez.
Arthur Alter

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um brinde a VIDA

As vezes sinto que falto eu em mim mesmo…
Foi essa uma parte do comentário que deixei no blog de um amigo o Gilson do blog momentos compartilhados.
Por que? Como assim faltar eu mesmo em mim?
Quando todos parecem ter uma rotina predeterminada, minha vida gira sem parar. Nada é igual embora eu desenvolva a mesma atividade quase todos os dias. Levanto e saio correndo para preparar meu café, enquanto a cafeteira faz o serviço é tempo de banho... nossa já falei disso. Vou correndo pra faculdade, aulas, atividades, discussão em grupos. Vou dar aulas, volto a estudar o telefone toca, perco o sentido e esqueço exatamente onde estava, tenho que ficar atento, pagar as contas em dia. Não me lembro quando fui ao cinema nos últimos três meses, não sei quando descansei de verdade num fim de semana. Até mesmo namorar tem parecido chato. Tem hora que quero ficar sozinho, esquecer de todo mundo, desligar o telefone e sumir, acampar no meio do nada longe de todos. Mas tenho medo.
Me viciei na metropole, no barulho, na correria. E isso já me afastou daquilo que eu gostava. Chego em casa olho o computador, e com tremenda angustia checo meus e-mails, dá uma vontade grande de ascessar o blog, mas me controlo. Ligo a TV e logo desisto sempre as mesmas coisas. Tento ouvir música, mas até pra isso eu preciso estar bem comigo mesmo. Estou mesmo cansado! Fim de ano! Sinto falta dos dias de criança, sinto falta do aconchego da casa da mamãe. Acho que preciso me casar, estou cansado de acordar sozinho e de ir deitar sozinho... a solidão tem me enfraquecido. Namoro a distância, ninguém merece! Faz mal ao coração.
Fico dias sem fazer a barba, me olho no espelho e nem me reconheço. Durmo pouco, saio correndo, não observo as pessoas, não observo a vida... e eu sempre observava tudo e todos, tudo me encantava, hoje estou num grau de stress que nem mesmo as cores vivas do dia me chamam a atenção.
Ontem mamãe me ligou e me deu uma notícia ruim, um primo meu de minha idade morreu de acidente de carro. Ela deu a notícia entre lágrimas. E eu disse sinto muito mamãe. Depois que desliguei o telefone fui fazer o que eu estava fazendo, esqueci complemente da notícia, de tão anestesiado que estava com meus afazeres. Deitei e nem me lembrei de ninguém. Acordei agora de manhã e do nada me lembrei... Parei tudo. Desisti de ir à aula. Apenas escreverei um pouco. Depois eu ligo pra casa. No fim de semana vou a BH visitar meus tios. Hoje eu quero pensar na vida, pensar em mim mesmo e não vou correr tanto. Vou sair e ver as pessoas na rua. Quero sorrir para os velhinhos e brincar com as crianças. Quero ir até o mirante e ver o sol se pôr e depois vou voltar pra casa. Vou escutar Nana Caymmi, tomar uma taça de vinho, tomar um banho relachante, quero assistir um filme bem light, prayers for Bobby.
No fim, ao deitar quero fazer uma prece por mim mesmo e vou me comprometer a prestar mais atenção em mim mesmo se de verdade eu quiser prestar atenção vocês também. Quero dormir em paz ao menos por hoje.
Bju a todos.
Arthur alter Lima

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pizza

... Quando terminou meu período de trabalho, eu imediatamente me dirigi ao estacionamento, precisava ir em casa almoçar e levar o meu carro à seguradora pois, certamente seria encaminhado para os devidos reparos aos cuidados da seguradora e por certo me deixariam um outro carro. Quando cheguei no estacionamento notei que havia um papel incomum preso ao limpador do para-brisas ao lado do motorista. Estranhei. Peguei-o abri e li:
___ Desculpa, sou o Helton, o desastrado que bateu em seu carro. Me liga por favor? (xx – xnx –xx). Pensei um pouco... O que seria afinal tudo já estava mais ou menos resolvido. Fui para casa pensando se ligaria e a que hora. Confesso que almocei intrigado. Já para sair para seguradora eu resolvi ligar, ao menos eu sairia daquela indecisão. Ligo, o telefone toca umas três vezes, eu já estava pensando em cancelar a chamada quando atende.
___ Helton?
___ Sim, quem é?
___ Sou o Arthur, posso te ajudar em algo você pediu que ligasse. Na verdade eu estou indo à seguradora agora levar meu carro....
___ É, na verdade eu só queria saber se estava tudo bem e me desculpar de novo. E também te agradecer você foi muito gente boa comigo...
___ Tá ok rapaz, isso são coisas que acontecem. Mas enfim, eu tenho que ir, tenho muitas coisas pra fazer, como eu disse estou indo a seguradora. Depois te informo como ficou as coisas. Mas afinal sua mãe já pegou outro carro até que o de vocês fique reparado?
___ Sim, já. Mas desse ela não vai deixar eu nem chegar perto rsrsrs.
___ rsrsrs imagino. Se cuida garoto. Salva meu número qualquer novidade é só me ligar ok? Abraço.
E desliguei, mas sabe quando você sente um clima diferente? Foi isso que fiquei sentindo. A tarde passou voltei para casa. Cuidei dos meus afazeres preparei a aula do dia seguinte, li uns textos pequenos que eu precisava para a aula do mestrado. Já era um pouquinho depois das sete da noite eu resolvi que iria sair para comer uma pizza. Então pensei no Helton: “bem que ele poderia me fazer companhia”. Passei uma mensagem: “estou indo comer uma pizza, me acompanha?”
Menos de um minuto depois recebo apenas uma mensagem: “sim”.
Eu resperei aliviado e contente. Precisava tomar um banho, mas antes liguei para combinar. Tudo acertado eu o pegaria em casa em 40 minutos. Tomei banho, vesti-me, me olhei duas ou mais vezes no espelho. E lá fui eu...
Quando cheguei no local combinado ele já estava me esperando e um ar menos tenso na face e os olhos bonitos o deixava realmente um gatinho. Cumprimentei-o com um aperto de mão e um sorriso que foram prontamente retribuidos.
___ Caraca, que estranho, ele disse. A gente se envolve num acidente de carro e fica amigos rssrsr.
___ Eu ri e disse: é... a culpa é sua. Mas há males que vem pra bem não é o que diz o adágio?
___ É, ele retornou em resposta.
Enfim, durante a pizza conversamos sobre muitas coisas e perguntei se ele queria passar na minha casa antes de voltar pra casa dele e ele disse: tudo bem, mas completou:
___ Minha mãe vai me matar se souber que sai pra comer pizza com o cara do acidente rsrsrs
E eu brinquei: vamos ligar pra ela... e você diz que está comendo pizza comigo rsrsrsr.
___ Você nem é louco rsrsrsr. Quando chegamos em meu apartamento, ele disse que não poderia se demorar e já era dez da noite. Na verdade conversamos uns 15 minutos e eu o levei de volta pra casa. O que conversamos? Segredo! Quem sabe eu resolvo contar num outro post.
Arthur Alter

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aprendendo com as lições da vida

Ontem eu levantei cedo. Muitas coisas para fazer e o dia parecia não ser longo o suficiente. Saltei da cama num pulo, corri a cozinha e coloquei água na cafeteira, liguei o botão e corri para o banheiro já arrancando o pijama. Me olhei no espelho e não gostei da imagem. A barba toda espetada, já fazia 4 dias que não me barbeava. Pensei se faria naquele momento ou se deixaria para mais tarde... Olhei meu músculos biceps e triceps, estavam bem definidos, achei que estavam legais. Caraca, a barba resolvi fazer correndo, mas bem feita, detesto barba mal feita. Termenei entrei no banho e a água parecia lavar-me a alma.
Saí do banho corri ao quarto vesti as calças e corri para a cozinha para terminar de preparar o café. Botei cereal, leite e mel na tijelinha de sempre, colequei um misto pra esquentar, peguei uma banana e pensei: nossa já devo estar atrasado! Voltei ao quarto peguei uma camisa branca básica e voltei a cozinha comi o misto com café com leite, mais rápido do que nunca e isso é péssimo para a saúde. Depois foi a vez do cereal, fui mais devagar adoro meu cereal; junto e aos poucos eu ia comendo a banana...
Corri ao banheiro escovei os dentes e só então passei uma loção após barba, voltei ao quarto vesti uma camisa azul por cima daquela branca, calcei o tênis e peguei minha pasta, desci correndo pelas escadas do segundo andar e cheguei a garagem. Cac***....e esqueci a chave do carro que mer...*aaaaaaaaaaaaa!
Subi correndo novamente. Onde está a chave...? Isso sempre acontece, todo dia não sei onde deixo a chave, não tem jeito não aprendo nunca. Parei, respirei fundo fiz uma breve retomada da chegada na noite anterior e... isso deve estar debaixo do sofá rsrsrrs vai entender porque...
Abaixo pego as chaves e saio correndo de novo. Entro no carro olho para os lados e vou saindo e penso tomará que o trânsito esteja bem suave, ligo o rádio e coloco um CD que curto muito, é uma coletânea de músicas desde de MPB até pop rock. Páro no sinal e o trânsito está mesmo bem suave.
No próximo entrocamento, eu sempre penso duas vezes antes de cruzar, sempre penso que um retardo qualquer vai passar direto, reduzi... olhei e ... cacetadaaaaaaaaa, senti um enorme impacto atrás, o barulho foi enorme, vocês não queiram imaginar. Botei as duas mãos no rosto e resperei fundo, fiquei olhando pelo retrovisor para ver o que ia acontecer e pensando desço ou não desço... ? Pego o celular e ligo pro departamento de línguas da UFU.
___Lisa, não sei que hora chego acabaram de bater na traseira de meu carro. Mas você está bem? Ela ainda perguntou.
____Sim estou, deixa eu tentar resolver isso aqui logo. Desliguei e observei que já havia alguém de pé quase ao lado dos carros batidos e que também falava de cabeça baixa ao telefone. Pensei vou ligar para meu seguro... feito isso observo que o outro motorista era bem jovem não mais que uns 22 ou 23 imaginei.
Chego até ele e digo: e aí, tudo bem?
___Tudo bem? Você me pergunta se está tudo bem?
E eu respondo: claro. É melhor você está bem né? O carro tem jeito. E ele: é a primeira vez que saio no carro de minha mãe, eu tinha prova na faculdade agora de manhã e me acontece essa mer*a. Eu não pensei que você ia parar.
Mas eu não parei eu só reduzi, você é que deve ter se descuidado e aqui é sempre perigoso...
A polícia chegou fez a perícia. Ele já havia chamado o reboque coisa de 30 minutos, fora as perdas materias tudo resolvido. E nisso chegou o reboque.
O meu carro não havia se danificado tanto, mas o da mãe dele ficou feio. Tinha mesmo que ser rebocado. Quanto ao meu, eu apenas teria que levá-lo à seguradora. Por concidência nossos seguros eram os mesmos. Perguntei a ele o que ele ia fazer e ele estava em choque ainda.
___Não sei cara, não sei. Ele respondeu.
____Bom, agora é retomar o curso do dia. “Dos males o menor”, eu disse.
____Cara, como você consegue encarar tudo numa boa assim? Ele perguntou.
___ Bom, eu já aprendi que não se pode mudar o que já aconteceu. To indo pra faculdade. Quer uma carona? Ele pensou, hesitou um pouco e disse: é acho que vou. Quando chegamos a faculdade apesar de visivelmente transtornado, ele parecia mais calmo. Apertou minha mão sorriu amarelo e me perguntou: qual o seu nome mesmo?
____ Arthur, eu disse. E completei: a gente vai se falar de novo com certeza.
Claro. Obrigado pela carona.
Boa prova rsrsrs se é que você ainda vai fazer né? E ele disse tá.
Ele saiu e eu fui trabalhar.
Isso foi ontem. E a estória ainda continua.
Segue aí...
Artur Alter

sábado, 16 de outubro de 2010

Ver a vida de frente!

Post dedicado ao meu retorno após ter lido a história de vida de um blogueiro que admiro pela coragem e determinação. (o garoto cientista)

Conversando um dia desses com um dos meus amigos, veio à conversa o assunto: desafio/obstáculos que a vida nos coloca; pensei sobre o assunto e percebi que a vida por si só é um desafio, veja:
nascemos indefesos, pequenos e totalmente dependentes de nossos pais, aos poucos vamos crescendo, aprendendo e evoluindo; de certa forma nos tornando independentes, formamos nossas próprias opniões, conceitos e as nossas regras e começamos a enfrentar a vida de frente. As vezes com medo, medo de nós mesmos. Medo de nos auto-aceitar e mais medo ainda dos outros nos aceitarem. Certo, uma conclusão válida para um mundo louco como o nosso, mas afinal o que é enfrentar a vida de frente? É se vestir de guerreiro pegar uma espada e batalhar com o mundo, ou é batalhar contra você mesmo? Enfrentamos por vezes nos mesmos, nos contradizemos, queremos, não queremos, nos subestimamos e as vezes acreditamos que não somos capazes, e estas são as maiores pedras que podem existir em nosso caminho. Não pelo fato de serem as que mais se destacam, mas justamente por serem aquelas que mais negamos e não percebemos seja por medo ou falta de coragem e por não acreditarmos no que somos capazes, não corremos atrás do que queremos, simplesmente procuramos o caminho mais ''viável''. Mais leve e confortável, as vezes nos esconcendo de nós mesmos. Então pra que nascemos afinal ? Para sermos levados pela história ou para criarmos a nossa própria trama? Pensem nisso!
Estou de volta!
Bju a todos que me seguem.
Arthur Alter

terça-feira, 7 de setembro de 2010

De volta pra casa

Pouco mais de seis meses depois de ter chegado a Florianópolis eu resolvi voltar pra Minas. Eu estava numa dúvida grande entre retornar pra Capital mineira onde nasci ou Uberlândia onde vivi os últimos seis anos de minha vida. E de certa forma tudo conspirou pra que eu voltasse pra Uberlandia. E aqui estou. Os ares das alterosas de Minas me fazem mais feliz que qualquer outro lugar.
Bom, o rítimo de minha vida aqui não vai ser nada diferente daquele de floripa. Além da rotina, a cada 15 dias passo um fim de semana em BH pra curtir meus pais e o amor de minha vida o Gui. E a cada outros quinze dias, ele vem pra cá.Na verdade ele veio só uma vez aqui, pois tem só um mês que estou de volta. E na primeira vez que ele veio, foi muito especial. Fazia pouco mais de 20 dias que tínhamos estado juntos. Ele chegou no fim do dia numa sexta feira e eu fui buscá-lo na rodoviária. Ele estava lindo como sempre e com um sorriso que não se contentava pra si apenas. Eu o recebi com um bejinho no rosto e um abraço gostoso. Não sei ao certo se as pessoas que viram pensaram se somos namorados, amigos, irmãos o sei lá. Mas de uma coisa eu tenho certeza, manisfestar nossos sentimentos é muito bom.

Chegamos em casa pouco depois de 10 minutos e então sim nosso beijo foi apaixonado e longo o suficiente pra dizer, sem palavras o tamanho da saudade. Seguido do beijo, abraço e carinho não faltaram. Sentamos abraçados e conversamos sobre tantas coisas, saudade, alegria, sonhos e projetos. Combinamos de ver o filme do “começo ao fim” o qual eu ainda não havia assistido. Podem dizer que sou atrasado, sou mesmo. Foi falta de tempo e uma certa desilusão devido as críticas que ressaltaram que o filme deixou muito a desejar no sentido de que poderia ter sido mais contundente. E eu acho que as críticas estavam certas. Mas pretendo fazer uma postagem sobre meu ponto de vista depois.
Assistimos o filme juntos. Fizemos comentários, reprovamos alguma coisa, ressaltamos outras. E namoramos muito. Depois saímos pra jantar e durante o jantar o assunto ainda foi o filme. Retornamos pra casa com uma sensação de que o amor vale a pena se a gente aprender a ver os dois lados de cada situação. O amor não tem regras nem limites. O amor tem apenas que ser manifestado porque ele dura só aquele momento que fica na saudade ou na lembrança. O encontro de amanhã é novidade, é manifestação nova.
Deitamos juntos e parecia tudo tão mágico, tão intenso e verdadeiro que nosso amor foi diferente e mais intenso que de todas as outras vezes.
A cada beijo do Gui eu sentia como se meu corpo saisse de mim mesmo, cada vez que sua mão tocava meu corpo eu me perdia no tempo e no espaço. E quando eu o tocava e beijava eu sentia que ele sentia o mesmo. Seus suspiros hora profundos, hora suaves davam o contorno perfeito aos nossos corpos. E foi assim que fizemos amor suavemente, sem pressa, sem medo de que não haveria amanhã e com uma certeza, tudo o que tínhamos era aquele momento e ele tinha que ser especial. Fizemos amor intensamente, suavemente, lentamente, calmamente, apaixonadamente. Seguido do banho nosso amor agora era manifesto apenas por dois corpos jogados um ao lado do outro suspirando e respirando levemente com olhares soltos um no outro até que dormimos...
( a continuar)

Arthur Alter

sábado, 31 de julho de 2010

Arthur e Guilherme: The happy end

Oh danm it! Aquele primeiro beijo foi perfeito e desejado creio que desde o primeiro olhar. E tudo em nós era desejo, era carícia e carinho também. Minhas mãos percorriam aquele corpo que suspirava de prazer, meus lábios procuravam os dele e quando se encontravam, até o céu se extremecia, o mar se acalmava, mas dentro de nós acontecia uma tempestade de desejos e volúpia. E aos poucos toda aquela tensão e desejo se misturavam nos deixando envoltos num clima de êxtase.
Nossos corpos se desejavam, nossos olhos queimavam, nossas mãos tremiam, era desejo demais para um instante só. Ele tirou-me a camisa e começou acariciar meu torax enrijecido de prazer, eu suspirava perdido em suas mãos e vendo me solto e ao mesmo tempo preso em suas mãos ele beijou-me intensamente, de forma que se eu já tivesse sido beijado igual, não faria a menor diferença naquele momento. Depois daquele beijo ele simplesmente virou-se pro lado olhou-me e sorriu amavelmente dizendo: se eu estou sonhando, por favor não me acorde nunca. E então foi a minha vez de beijá-lo e nessa hora o tempo parou, eu tenho certeza que sim, pois até agora enquanto escrevo, eu sinto não só a intensidade daquele beijo mas, também o seu sabor.
Não a gente não estava sonhando, era verdade, era tudo verdade. Foi então que eu também lhe tirei a camisa e olhei aquele corpo bonito, cheiroso e implume ao meu lado, e eu comecei a tocar-lhe suavemente e tão suavemente eu beijava-lhe que aos poucos seus suspiros de prazer iam aumentando em nós o mais ardente desejo de se consumir voluptuosamente e eu apenas acrescentava mais e mais beijos tornando-nos os dois inebriados de prazer e desejo.

Nossos corpos se desejavam ardentemente, e foi assim olhando pra ele como se eu nunca mais quisesse perdê-lo de vista ou arrancá-lo de dentro de mim que bem suavemente eu me deitei sobre seu torax e assim beijando-o começamos a trocar palavras soltas, apenas palavras que pudessem significar o que nossos corpos desejavam e bem aos poucos, bem ao meu modo de mineiro, muleque, faceiro e desinteressando que começamos aquele ritual que só poderia ter um fim: o prazer humano mais perfeito e completo que um mortal pode sentir. E desse prazer nem os deuses podem participar, sentir ou saber o que é, somente nós os mortais podemos experimentar, mas é exatamente nesse momento onde já não existe mais um corpo, e nem dois separados, mas apenas um, que em dois se divide no mesmo tesão e prazer. O que podemos sentir nesse momento é magico. Nesse momento nos tornamos um deus-humano, mortal, mas e daí? Onde o amor mais puro e intenso acontece, esvai-se toda humanidade e resta apenas o amor dos deuses e desse nós mortais participamos por natureza exatamente, porque nesse momento somos os deuses do amor humano.
E foi assim perdidos um no outro que nos amamos suavemente, lentamente, amavelmente sem se lembrar do tempo. O único tempo que existia era o presente embebecido de amor. E já cansados e molhados de prazer nos "entre-olhamos sorrindo". E ao final eu tive medo de voltar a ser apenas um mortal, apertei-lhe a mão e olhando pra ele eu pedi que ele me deixasse apenas com a certeza de que o tempo trataria de nos levar um ao outro novamente. Ele sorriu amavelmente e disse sim. Era hora de despedir-nos.
E aquele beijo que parecia não ter fim aconteceu e foi eternizado naquele momento. Ele me prometeu que iria me visitar em Florianópolis dentro de três semanas e passadas as três semanas, ele chegou embora o tempo tivesse nos separado, parecia que havíamos nos encontrado apenas a um dia antes. Nossos olhos sorriam...
Estamos juntos faz quatro meses, mas os dias, as semanas apenas contam o tempo pois quando estamos juntos, esse tempo não existe, só existe o presente. Quanto tempo vai durar? Deixa o tempo dizer porque se depender apenas de mim vai durar enquanto tiver que durar, é nisso que reside a eternidade do amor, do encontro, de momentos de prazer. Eterno é o que acontece e vale a pena ter acontecido. Eterno é apenas um instante que pode significar uma vida inteira e tem sido assim todos os instantes que estamos juntos. E olha que ele mora em BH e eu em Florianópolis. Aeeeeeeee Minas Gerais, me aguarda que eu to voltando...........
Amigos, desculpe-me a demora em postar, mas final de semestre pra mim é sempre um loucura e eu tive que além de concluir meu semestre de mestrado, fechar os trabalhos e organizar as coisas pra mudança.
Aeeeee Minas Gerais eu tô voltandoooooooooooo.
Arthur Alter

sábado, 19 de junho de 2010

Arthur e Guilherme II

era tarde, quase duas horas da manhã quando cheguei em casa. Ansioso entrei para o quarto e por um minuto fiquei pensando se devia ligar ou não. Na verdade eu sabia que se eu não ligasse eu não conseguiria dormir de ansiedade. Eu não tinha nada a perder. Liguei e logo na terceira chamada ele atendeu, perguntando: quem é? E eu disse sou eu, uma cara, tipo assim, bem bobo que ficou flertando com você no Shopping, e ele sorriu... eu pude sentir que era algo gostoso e espontâneo aquele sorriso. Nossa, você demorou ahn? Pensei que nem ligaria, ele disse. É pois é, só agora cheguei em casa a noite com meus pais foi longa.
Mas então, posso saber seu nome? Eu perguntei. E ele logo disse que era Guilherme e naquelas apresentações formais eu disse que me chamava Arthur. Formalidades a parte eu o convidei para sair comigo no sábado a tarde, eu já sabia que teria alguma atividade pra fazer com meus pais a noite e eu não queria desapontá-los afinal, eu havia saido de Florianópolis só para passar o fim de semana com eles. O Guilherme estranhou um passeio a tarde, mas devido à minha explicação concordou já com uma pergunta: Poxa, você mora em Florianópolis? Eu eu disse que sim e logo senti um ar de desapontamento.
Mais um pouco de conversa e deixamos para nos falar no início da tarde daquele dia que já adentrara à madrugada.

Dormi bem e pensando em como deveria ser aquele encontro, meu coração pulsava desconpassado, ansioso. Acordei por volta das 8:30 da manhã o café posto à mesa já me aguardava. Eu, filho único, há mais de 10 anos morando fora de casa. Desde os 19 na verdade. No passar desses anos todos, eu quase nunca tinha o privilégio de encontrar uma mesa posta com o carinho e amor de mãe. Eu estava (estou ) numa fase de nostalgia, - saudade excessiva de casa, de meus pais. Tomei café conversando com meus pais sobre meus planos. Terminar o mestrado, trabalhar menos, ganhar mais, talvez essa seja uma ilusão. Mas enfim, outro de meus planos era que estava pensando em voltar pra Minas, pra BH ou Uberlandia novamente, mamãe não se conteve de alegria e me pediu para que voltasse pra casa. Que sentia falta de seu filho mais que nunca. Eu disse apenas que pensaria na possibilidade com carinho, mas que ela não alimentasse expectativas. Papai reforçou o convite e disse que um retorno a casa poderia me fazer bem, que talvez eu pudesse me dedicar só ao mestrado sem ter que trabalhar também. Dessa parte eu gostei, mas isso significaria ficar na depedência. Embora eu já tenha conquistado minha independência financeira, eu sei que ele estaria sempre tentando me dar alguma coisa.
E como filho único, não tenho muitas outras alternativas. Mamãe me perguntou o que eu queria para o almoço e eu disse que queria comida de mãe, bastaria isso. Eu disse apenas que gostaria de almoçar as 12:30 pois teria que sair naquela tarde. Meu encontro com o Guilherme seria as 15:00 horas.
Papai foi ao mercado e fiquei em casa com mamãe, por volta das 11:00 horas dei uma ligada ao Guilherme e ele antendeu ainda na cama, eu pude perceber. Mas ele gostou de ser acordado por mim, ele disse.
Depois do almoço eu dormi uns 30 minutos ou um pouquinho mais. Tomei um banho me arrumei bem e ainda tive a cara de pau de pedir minha mãe o carro dela. Sai de casa faltava menos de 20 minutos para as 3:00 da tarde, meu coração estava a mil de ansiedade.
Encontrei com o Guilherme no Shopping Del Rey na região da Pampulha, bem de pertinho ele era ainda mais bonito. Nos comprimentados discretamente e sentamos em uma mesa e uma jarra de Shopp nos acompanhou na conversa que fluiu super bem. Ele falou dele, do que faz, de seus projetos para o futuro. Ao terminar me disse, mas você ahn? Tinha que morar tão longe? Por que gente bonita mora longe? E eu disse uai é?
Depois que falei de mim, eu apenas o convidei para ir visitar-me em Floripa. Ele pensou, pensou e depois disse: pode ser que sim, se valer a pena, por que não? Afinal, eu ainda não conheço lá.
Depois de todas essas formalidades decidimos arrumar um lugar pra gente ficar a sós. Meu coração tremeu, afinal já fazia 4 meses que estava sozinho de tudo. Escolhemos um lugar super bacana, na verdade ele escolheu.
Ao entrarmos no quarto ainda conversamos um pouco e nos beijamos e eu vi estrelinhas...
(Parte final a continuar)
Abraço vocês com carinho. Bju a todos.
Arthur Alter.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conto: Arthur e Guilherme - I

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Eu estava ansioso pra chegar em Belo Horizonte, logo que entrei no avião meu desejo era que eu estivesse logo saindo, a viagem parece que domorou mais que de costume. E era só a saudade de meus pais que me incomodava e por mais estranho fazia apenas um mês e meio que eu havia estado com eles. Mas naquela sexta-feira eu já levantara com saudades.
Arrumei minhas coisas, fiz a barba, fiz algumas abdominais, tomei banho, me arrumei e parti para o aeroporto. Saí de Florianópolis as 13:30 com uma breve escala em São Paulo e no fim da tarde eu já estava em Minas. Minha mãe me esperava no aeroporto e aquele abraço que dei nela não queria terminar nunca, então ela me beijou e com o carinho de mãe me perguntou se estava tudo bem, na verdade ela estranhara o abraço demorado demais e eu disse que sim, que era a saudade e fomos pra casa.
Quando chegamos, papai estava chegando também, ele caminhou em minha direção sorriu amavelmente e meu abraço não foi menos demorado, e ele logo disse: vejo que anda com saudade de casa, não é garoto? Os anos de juiz desembargador e o trato com pessoas lhe fizera um mestre em leitura de comportamente humano, ele sentira pelo meu abraço que a saudade me machucava. E era verdade.
( o Gui )
Enquanto mamãe fora preparar algo pra gente comer eu fui tomar um banho. E aquele banho me pareceu o melhor de todos, tudo era tão familiar e gostoso que até o sabonete tinha o cheiro de minha infância. Já mais feito e descançado depois do banho e feliz por estar em casa fui lanchar e conversamos sobre meus dois primeiros meses em Floripa, eu falei de tudo com contentamento, mas não deixei de mencionar que a saudade era maior que eu pudesse imaginar. Papai me perguntou: por que não volta pra casa? Eu apenas disse: quem sabe, pode ser, mas não contem bem com isso. Mamãe apenas disse que ela queria muito que seu filhote voltasse ao ninho e eu disse: mamãe seu filhote cresceu, sabe voar e se cuidar sozinho, não vês que ele sempre volta? E o que vamos fazer hoje eu perguntei e papai me disse: que tal um cinema? Nós três: eu você e sua mãe? E eu disse: ah papai o filme tem que ser muito bom. E ele me disse estou querendo ver o Avatar, seria bom um filósofo assistir comigo pra gente discutir depois, e eu ri com o desejo de papai. Mas acabamos fechando com isso. Mas mamãe disse só se for na seção de 7:15 da noite, mais tarde eu não aguento e acabo dormindo. Mamãe, mas já são seis horas eu retruquei. E o que tem, ela replicou. Vamos indo logo então. Eu estava com saudade do Shopping BH e combinamos de irmos lá. Em poucos minutos saímos de casa. Chegamos ao shopping compramos nossos bilhetes e pipoca rsrsrs, cinema sem pipoca não rima rsrsrs. Depois do filme fomos pra área de alimentação tudo estva cheio nossos olhares procuravam uma mesa livre ou alguém se levantando. E eu olhava atento. Logo uma mesa ficou disponível e nos sentamos, daí papai foi fazer o pedido. Eu conversava com mamãe e observava à volta e logo meus olhos se depararam com um rapaz bonito aos meus olhos, e ele me olhava. Toda vez que eu o olhava ele me olhava também. Tratei de disfaçar logo, afinal eu estava com meus pais. Papai voltara pra esperar o pedido. E começamos a conversar sobre o filme. Sempre que eu podia eu olhava aquele rapaz e disfarçadamente nos flertávamos. Eu conversava sobre o filme e flertava e acho que fazia as duas coisas muito bem pois papai ficava empolgado com o diálogo e ao mesmo tempo aquele rapaz agora tinham olhos que brilhavam ao encontro dos meus e acho que os amigos dele logo perceberam que ele flertavam comigo. Levantei e fui pedir mais um suco pra mim e eu queria que ele se levantasse. Mas ele não levantou, um de seus amigos veio ao balcão e apenas me entregou um papelzinho com um número de telefone.
Logo que sentei à mesa eu queria ir embora, eu queria ligar pra ele, mas o tempo me prendera ali por mais muito tempo e ele e seu amigos se foram. Ao chegar em casa e já tarde eu liguei... ( continuar)
Arthur Alter
















quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sobre mim...

Se há uma coisa difícil é falar da gente mesmo. Eu sempre penso que é. Na verdade eu preferiria escrever um conto falando de minhas aventuras. No conto eu poderia tanto criar uma estória como poderia falar de mim. Mas como me foi pedido pra que falasse de mim, Vou tentar escrever um pouco sobre o que andei fazendo, o que tenho feito e meus planos pra curto prazo.O que andei fazendo nesses 5 meses? Logo que cheguei aqui em SC, tudo o que eu queria era me dedicar aos estudos do meu mestrado e me concentrar nas aulas de inglês e espanhol que eu daria no centro de línguas da faculdade. E na verdade tudo tem sido assim. Ao chegar aqui estranhei muito, o clima, as pessoas o lugar. Embora eu já estivesse acostumado com mudanças, confesso que essa eu senti muito.

Talvez por eu ter estado morando por 6 anos num mesmo lugar – Uberlandia MG – Mas enfim bem aos poucos eu fui me acostumando. No início o mineirinho tímido, ficou quieto em seu cantinho. E por mais incrível que isso possa parecer a minha timidez e meu jeitinho mineiro de ser começou a despertar curiosidades. Mas eu não quis me envolver nem mesmo como amizade, procurei manter uma distância razoável e segura. Nesse período recém chegado a companhia virtual do amigo Caio foi fundamental e era sempre com Ele que eu dividia meu tempo. Somos bons amigos – atualmente meus afazeres e os dele também nos tem mantido mais distantes -, mas existe uma vibração e uma amizade super positiva entre nós e isso me deixa sempre feliz. Outro amigo que embora eu nunca tenha falado com ele nem mesmo virtualmente, mas que sempre me deixa comentários super positivos é o Gilson. De uma forma ou de outra tudo isso me anima, me deixava feliz.
Um mês e meio depois que estava aqui fui a BH visitar meus pais e foi super bom, tão bom que eu nem queria voltar, mas era preciso e voltei com lágrimas nos olhos, como se eu fosse uma criancinha. Daí a saudade ficou me machucando o peito. O sorriso e a alegria pareciam distantes de mim. Passado menos de um mês, estava eu voltando a Minas. Nessas indas e vindas eu conheci o Guilherme, na verdade a gente se encontrou num restaurante e foi uma química intensa, nossos olhares não se deviavam. Consegui o telefone dele nos falamos durante os poucos dias que fiquei em BH e ele marcou de vir visitar-me, o que de fato ele fez. Nessa visita tudo foi muito bom e divertido, menos seu retorno a BH e o pior é que depois de haver retornado, ele então ficou confuso com a ideia de um relacionamento mais sério. Engraçado que era tudo o que eu não queria. Mas enfim, a gente não manda nos sentimentos. Passei por um terrível momento de paixão, daquelas sem cura e que deixa o mais racional dos mortais completamente débil. Acredito que só quem já amou de verdade saberia do que estou falando. Mas essa paixão passou e tem dado lugar a um sentimento bom e bem mais racional. O sentimentalismo, a paixão desvairada faz mal e nos faz sofrer. Agora vejo nosso relacionamento amadurecendo normalmente. Já não me dói no peito não falar com ele todos os dias...e isso é tão bom que se por um motivoou por outro o relacionamento não fluir, a dor da perda, que é inevitável não machucará tanto.
Em meio a tudo isso sigo estudando e trabalhando, como também mais acostumando com essa terra que chove demais (que isso!!!) é chuva.... é frio... meu Deus!
Outra coisa que também fiz foi pedir transferência de faculdade, quero voltar pra Minas, lá sim que é meu lugar... estou aguardando o deferimento de meu pedido. Então a curto prazo – fim de ano – quero voltar pra BH, de preferência ou mesmo pra Uberlandia.
Bom amigos acho que por enquanto vai ficar nisso. Prometo escrever um conto, relatando as aventuras de Arthur e Guilherme, aguardem!
Bju a todos e excelente fim de semana. Obrigado a todos pelo carinho e presença aqui no blog, estarei sempre passando nos blogs de todos devolvendo suas visitas.

Arthur Alter.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu e Você...

Foi você quem falou como as coisas aconteceriam, menos pra mim. Você não me disse que na tua ausência, eu sentiria como que se uma parte de mim tivesse sido roubada. Você me disse que as coisas aconteceriam naturalmente. Oh, as coisas vão acontecer naturalmente. E seguindo seu conselho, estou olhando pelo lado bom... quando você voltar a saudade nos aproximará de forma mais intensa. Mas muitas vezes aquelas palavras que trocamos se perderam nas linhas do tempo e as luzes tão claras se transformarão em noite até o amanhecer que o trará de volta pra mim. E num momento mágico nossa canção há de tocar e nos lembraremos de nosso amor. Porque você e eu, nós dois, nos amamos. O que você e eu falamos, os outros apenas lêem, os outros apenas lêem sobre o amor que eu amo. Veja, eu estou acima de tudo o que disserem acima de números, acima de incontáveis e enumeráveis palavras. E você está acima de centenas de páginas, e acima de todas as palavras que eu jamais ouvi e eu me sinto tão vivo perto de você e você e eu, somos pequenos, pequenos diante de nosso próprio amor. Você e eu, não mais você apenas, nem apenas eu, nós dóis. E na tua ausência com esse silêncio, vem a moral da história: Que o mais importante é o amadurecimento, é a glória de um garoto, porque eu e você amamos. O que você e eu falamos, os outros apenas lerão e se você pudesse me ver agora... bem, então... eu estou quase... quase perdido em nosso amor. Mas finalmente eu estou bem. Apenas perdido de saudade contando os dias e as horas até seu retorno, eu sei que o amor te trará de volta, porque foram com estas palavras que você se foi: "o amor me trará até você, me espere." Mas por favor lembre-se do telefone ele trabalha para os dois lados, eu ligo e você me liga e ainda que eu nunca o escute tocar nada mais me fará pensar que os toques finalmente te encontraram pensando em mim, tudo estará bem porque eu vou lembrar de tudo o que você falou até que eu possa te ver chegando novamente...
Arthur Alter

sábado, 1 de maio de 2010

Direções que se encontram...


Alguém te ouve?
Você está correndo a 100 milhas por hora na direção errada.
Você está tentando fugir, mas o Cânion está sempre aumentando.
E na profundeza de seu coração frio você apenas procura outra aventura.
Você está dois anos mais velho e há alguns passos atrasado.
Alguém te ouve? Alguém consegue ver-te?
Ou alguém pelo menos sabe que você está caindo?
Você está sozinho hoje sob as sombras de nossa torre.
E como todas as pessoas perdidas e solitárias, procurando pela esperança que foi arrancada de você.
E você ouve alguém? Vôcê consegue ver alguém?
Você está ansioso e procura por proteção e afeição.
E eu estou aqui te oferencendo mais que isso...
Sei que você procura por um herói para caminhar em sua direção e salvar o seu dia.
E ele sabe exatamente o que dizer e fazer, mesmo que ele tenha um lapso momentâneo de razão e de memória.
Sim, sou eu, estou aqui!
Você pode fugir pra todas as direções que você quiser mas em todas elas eu estarei presente, pois você deixou-me entrar em seu coração e como você não vai arrancar seu coração do peito onde quer que você vá eu estarei com você.
Foram essas minhas palavras pra ele ontem a noite!
E hoje de manhã essas foram as dele:
___ Encontrei a direção e logo dissipei o medo. Despi-me da insegurança. E já caminho na direção certa. Não quero fugir mais e se eu fugir por favor venha em busca de mim.
Teu é meu coração e ele é morada nossa.
Me espere, estou chegando, correndo a 100 milhas por hora na direção certa.

Arthur Alter

domingo, 25 de abril de 2010

O Medo de você não amar...



Cavando um buraco pra me proteger, talvez de você.
Mas as paredes estão desabando encima de mim.
O ar está acabando, mas estou tentando, estou respirando...
Venha me encontrar.
Não havia sido assim antes de você entrar em minha vida, minha casa não parecia um lar e você o tornou um lar para nós.
E eu sei que é fácil falar, mas é difícil sentir-se assim.
Sinto mais sua falta do que deveria, mais do que achava que poderia.
Não consigo parar de pensar em você.
Sei que você teme que eu logo deixe de amar você, mas o amor, o amor é eterno, mesmo que seja apenas enquanto dure, mas é eterno, na sua efemeridade.
Ter medo faz parte. Parte da beleza de me apaixonar por você e o medo de que você não faça o mesmo me assusta.
E nunca havia sido assim antes, não pra mim.
Eu nunca havia sentido esse medo, você mudou meu coração e fragilizou meu corpo e mente.
Agora não consigo parar de pensar em você.
E eu odeio o telefone, mas queria que você ligasse.
Achei que estar sozinho era melhor, que era melhor que me apaixonar de novo, mas me enganei, eu me rendo.
E eu sei que é fácil falar, mas é difícil sentir-se assim, mas estou assim, todo bobo.
Sinto mais sua falta do que deveria, mais do que achava que poderia.
E só você pode preencher o espaço que você mesmo criou, só você pode dar o significado de lar à minha casa, só você pode dar o significado de amor ao meu coração.
E se você não ligar eu ligo, se você não vier a mim eu vou até você.
Se você não correr ao meu encontro eu corro ao seu.
Se você não se mudar por mim, eu mudo por você.
Se você não me disser NÃO, eu digo SIM. Se você não me disser PARE eu continuo amando VOCÊ.
Se amar é o limite que você determinou para nós, estou no meu LIMITE.
Amar é ...
Arthur Alter in love again :D!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Eu já estou aí...


Ele me ligou de uma estrada, de um quarto de hotel frio e solitário apenas para ouvi-me dizer: "Eu te amo" mais uma vez.
E quando ele ouviu ao fundo o som de nossa música, ele teve de enxugar uma lágrima de seu olho.
E eu tive que perguntar: quando você virá para casa?"
E ele disse a primeira coisa que veio em sua mente:
Eu já estou aí, olhe à sua volta.
Eu sou o brilho do sol em seu cabelo.
Eu sou a sombra no chão.
Eu sou o sussuro no vento.
Eu sou o seu amigo imaginário.
E eu sei que eu estou em suas preces, então... eu já estou aí.
Então eu disse: Eu realmente sinto sua falta querido.
Mas não se preocupe comigo tudo ficará bem. Só quero que saiba que sinto sua falta.
Queria estar em seus braços, encontrar-me bem ao seu lado, mas eu sei que estarei em seus sonhos hoje à noite.
E eu gentilmente beijaria seus lábios.
Tocaria você com a ponta dos meus dedos e então apagaria as luzes e fecharia seus olhos.

E ele me disse novamente: eu já estou aí!
Não faça nenhum baraulho.
Eu sou a batida do seu coração.
Eu sou a luz da lua brilhando menos.
Eu sou o sussuro no vento.
E eu estarei aí até o fim...
Você pode sentir o amor que nós compartilhamos? Eu já estou aí!
Podemos estar a milhares de milhas de distância, mas eu estarei com você onde quer que você esteja.
Eu já estou aí! Quem ama está sempre presente. Amo você. E uma lágrima escorreu de meus olhos... eu também te amo eu disse novamente!
Arthur Alter

sábado, 3 de abril de 2010

Nobel -


Viu quem ganhou o Nobel de Literatura?
Quem?
Este nem você conhece.
Quem é?
Um tal de Roger Paillac.
Ninguém conhece.
O Roger Paillac?
Vai dizer que você conhece?
Conheço.
Mas jamais pensei que ele pudesse ganhar o...
Espera um pouquinho.
Você conhece o Roger Paillac?!
Escuta aqui. Só porque você não conhece, não quer dizer que ele seja desconhecido.
Mas todo mundo com quem eu falei, até agora, conhece ele até menos do que eu.
Ora, todo mundo.
É preciso ter um mínimo de informação, certo, não é um autor popular.
Mesmo na França deve ter muita gente que não o conhece.
Mas você conhece o Marcel Paillac.
Roger Paillac.
Conheço. O que é que eu vou fazer? Conheço.
É poeta, é?
Parece que fez poesia também.
O que você leu dele?
Lembro de um conto. Uma espécie de conto. Uma coisa assim, meio impressionista. Não me impressionou muito. Nunca entendi muito bem a reputação dele com a nova crítica.
Não foi ele que escreveu Les oiseaux colerique?
Não, não. Não tem nada a ver.
É mesmo.
Aquele é o Fouchard de Brest. Quer dizer que o Jean-LouisPaillac...
Roger Paillac. Jean-Louis. Roger.
Tem certeza?
Absoluta.
Pois não é Jean-Louis nem Jean-Paul, nem Roger, nem Marcel.
Como, não é?
Eu inventei o nome.
O Roger Paillac não ganhou prêmio Nobel e nuncavai ganhar porque não existe.
(Silêncio.) Rá. Te ganhei.
(Silêncio.)
Escuta. Você... Eu... Era brincadeira... ESPERA! (Sons de briga. Alguém sendo esgoelado.)
Socorro! Au secour! Soc.(Silêncio.)
(Texto de Luis Fernando Veríssimo)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Se você se foi...

Acho que já te perdi
Acho que você já se foi
Acho que estou finalmente assustado
Você me acha fraco - Eu acho que você está errado
Acho que você já está indo embora
Parece que sua mão está na porta
Achei que este lugar fosse um império
Mas agora estou relaxado - não tenho certeza
Acho você malvado - acho que deveríamos tentar de novo
Acho que posso precisar disso na minha vida
Acho que estou com medo - eu 'acho' demais
Eu sei que está errado, é um problema que estou resolvendo
Se você se foi - talvez seja hora de voltar pra casa
Há um terrível espaço vazio aqui
E eu mal posso respirar!
Se você se foi ... Talvez seja hora de você voltar pra casa
Pois há um pouco de mim em tudo e em você ...

Aposto que será difícil de você esquecer-me
Aposto que o quarto não vai brilhar sem minha presença
Aposto minhas mãos que consigo ficar aqui mas como se você se foi...?
E aposto que você precisa de mais do que imagina... você sabe!
Acho você muito mal ... Estas castigando meu coração
Acho que estou com medo - eu sei demais...
Não posso encontrar ligação alguma entre o quê e o porque você se foi.
E esse é um problema que estou sentindo e tentando resolver...
Se você se foi - talvez seja hora de voltar pra casa
Há um terrível espaço vazio e eu mal posso me mexer, você me deixou paralisado
E só você pode despertar-me novamente, mas como se você se foi...?
Arthur Alter

sábado, 27 de março de 2010

Você Pensará em Mim...

Eu levantei cedo esta manhã, por volta das quatro horas,
Com a lua brilhando como as luzes na rodovia.
Eu puxei as cobertas sobre minha cabeça e tentei dormir mais um pouco,
Mas pensamentos de nós dois insistiam em me manter acordado.
Desde que você se encontrou nos braços de outra pessoa,
Eu tenho dado o melhor de mim para continuar a viver.
Mas tudo bem… Não há nada mais pra dizer, mas...
Leve seus discos, usufrua sua liberdade, leve suas lembranças, eu não preciso delas.
Pegue seu espaço e suas razões,
Mas você... você pensará em mim.
pegue seu gato, mas deixe minha blusa,
Porque não temos nada mais a discutir,
Na verdade eu me sentirei muito melhor.
Mas você... você pensará em mim, eu sei que pensará!
Eu saí de carro tentando relaxar…
Eu tentei dar um jeito nas dores que minhas emoções me causaram. Eu acho que estou me sentindo só um pouco cansado disso tudo e de todo fardo que ainda parece existir.
Parece que a única benção que consegui herdar é não saber o que poderíamos ter sido ou o que deveríamos ter sido...
Algum dia eu passarei por seus pensamentos, eu sei que sim.
Mas não se preocupe, eu estarei bem,
Na verdade estarei muito bem.
Enquanto você estiver dormindo com seu orgulho,
Desejando que eu te abraçasse bem forte, eu já terei te esquecido,
E continuarei minha vida. Eu sei que sim.
Mas você pensará em mim, você se lembrará de mim.
Oh algum dia meu amor, algum dia…
Arthur Alter

terça-feira, 23 de março de 2010

Voltando....



Amigos,
Este é só um recado pra dizer que estou vivo, bem e feliz! Apertado de trabalho e nos estudos do mestrado. Por isso esse sumisso.
Mas com saudade de cada um. Me lembro com carinho de nossa interatividade. E na semana que vem prometo aproveitar bem o tempo pra fazer um post bonito e cheio de carinho e vou retribuir os comentários nos blogs de cada um de vocês.
Com saudade imensa meu bju a todos.
Arthur

terça-feira, 2 de março de 2010

Amar...

Esta vez, este lugar. Desperdícios, erros.
Tanto tempo, tarde demais.
Quem era eu para te fazer esperar? Apenas uma chance.
Apenas um suspiro, caso reste apenas um desejo.
Porque você sabe, você sabe.
Que eu te amo, eu sempre te amei.
E eu sinto sua falta, estive afastado por muito tempo.
Eu continuo sonhando que você estará comigo.
E que você nunca irá embora, paro de respirar se eu não te ver mais.
De joelhos, eu pedirei a última chance para uma última dança.
Porque com você, eu resistiria e iria até o inferno para segurar sua mão. Eu daria tudo, tudo por você.
Eu daria tudo por nós.
Dou qualquer coisa, mas não desistirei, porque você sabe, você sabe.
Que eu te amo, eu sempre te amei e eu sinto sua falta.
Se importa se eu disser outra vez, eu insisto.
Tão longe, longe... Estive afastado por muito tempo...
Tão longe, longe de você. Mas voce sabe, voce sabe. Eu quis, eu quis que você ficasse.
Porque eu precisava... Porque eu preciso ouvir você dizer: Eu te amo! Eu te amei o tempo todo.
E eu perdôo você. Por ficar tão longe por tanto tempo. Então continue respirando por que eu não vou te deixar mais.
Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte. Eu estou aqui por você, só por você.
Inspirado em Far away By Nickelback
Arthur Alter

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cancioneiro

Você parecia o Sol eu era o único que poderia olhar até que você parasse de brilhar sobre mim.
E enquanto nós bebíamos nosso vinho e deixávamos o mundo desaparecer.
O nascer-do-sol tentava terminar isso, enquanto nós tentávamos continuar...
O resto da minha vida não pode se comparar à esta noite e apenas as tristezas têm me dado essa visão,
Elas me trazem para você, a lua transborda pelo teto esta noite.
Nos abraça com força e me mostra que somos certos um para o outro.
E enquanto deitamos aqui e deixamos o mundo desaparecer.
O nascer-do-sol tenta terminar isso, enquanto nós tentávamos continuar...
É tudo sobre a primeira noite e a última, algumas pessoas dizem.
Bem, eu te amo muito mais esta noite, mais do que ontem. O resto da minha vida não pode se comparar à esta noite.
Mas me diz, como pode a vida de alguém ser a mesma depois de um grande amor?
Não, claro que você não tem palavras pra contestar me. Estamos mudados e não há nada que se possa fazer.
Olhando para trás lembrando da dança que compartilhamos Sob a lua, por um momento o mundo estava certo. Como eu poderia saber? E agora? Ainda bem que eu não sabia como tudo iria acabar. Não sabia Como seria nossas vidas.
Precisamos seguir o destino.
Eu podia escapar da dor mas teria perdido a dança com você nos braços.
Eu tive tudo por um momento.
Não fui um rei?
Mas se eu soubesse como o rei cairia...
Quem poderia me dizer?
Sabe, se eu soubesse, mesmo se eu soubesse eu não mudaria nada. Por que sei que fugiria da dor. Mas teria perdido a dança.
Sim, devo seguir meu destino.
E você sabe, sabe que faz parte dele.
E você não vai fugir, não é mesmo?


Arthur Alter

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Amizade talvez seja isso...

"Saber que alguém, em algum lugar, nos compreende, apesar das distâncias e dos desejos não manifestados, faz da terra um lindo jardim". (Desconheço a autoria)
Se existe bálsamo melhor que a amizade eu não sei, se existe sentimento de cumplicidade e liberdade mais verdadeiros eu também não sei. Sei que carrego comigo amigos que nem o tempo e nem a distância conseguiram mudar a intensidade de nossos sentimentos. E você é mais um que vou levar guardado no coração pra sempre. Não importa onde eu (errante nômade) esteja.

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Eu não sei ao certo como aconteceu de fato nosso primeiro encontro, não sei se foi você que olhou-me primeiro ou se foi eu quem primeiro te percebeu. Não sei quem, encontrou quem. Mas sei que nosso encontro foi maravilhoso. Foi diferente de todos que já tive. E foi bem simples. Tanto que te considero um amigo muito especial e tenho motivos de sobra pra acreditar que a recíproca é verdadeira, por tudo que já falamos, por tudo que partilhamos, por meus segredos que só você sabe e por seus segredos, que eu sou um dos poucos que sabe.
Em nossas conversas, o sorriso e a ternura estão sempre presente. Você se preocupa em me deixar a vontade e feliz e eu da mesma forma me esforço para ser companhia agradável...
Eu estive pensando: se o que sentimos não for amizade pura e desinteressada então o que seria amizade? ‘
Eu sei que não tenho direito de exigir que confies cegamente em mim, não tenho direito de saber tudo a teu respeito, não tenho o direito de roubar teu tempo, não tenho direito de interferir em teus caminhos, em tuas decisões, não tenho direito de chantagear-te com minha bondade e compreensão, não tenho direito de exigir que digas tudo primeiro a mim ou que chores sempre em meu ombro, não tenho direito de exigir que corras primeiro em minha direção, não tenho direito de reclamar pelas verdades que não disseste, nem pelas mentiras que eventualmente proferiste, nem pelos segredos que ocultate a mim.
Ser teu amigo não me dá direito algum sobre tua consciência. Antes, ser teu amigo implica apenas e tão somente querer o teu bem, porque te quero bem. E só.
Chamar-te-ei a atenção para certos perigos, estarei ali quando errares, estarei ali quando acertares, estarei ansioso quando doer em ti alguma dor intensa, estarei inquieto quando souber que não vais bem, estarei sorrindo de alegria quando souber que estás feliz. Aplaudirei cada uma de suas vitórias. Mesmo não estando perto.
Para mim, basta saber que estás bem. Não quero mais nada. Você não precisa nem dizer que sou amigo especial ou o melhor amigo e por que eu deveria querer isso? O que eu espero e desejo é que nunca te canses de minha amizade, que nunca te aborreças de saber que alguém se preocupa contigo, que nunca digas: “lá vem aquele chato de novo”.
O que eu espero e sonho é que, se um dia precisares de um par de ouvidos, procures, entre outros o meu também; se um dia qualquer dor te machucar demais, tenhas a coragem, sem medo algum de me encontrar cansado, revoltado, magoado ou vazio, de chegar-te a mim e dizer que precisa de alguém como eu, que nada quer em troca senão tua paz interior.
O que eu realmente quero é que entendas que amigos nem sempre precisam estar por perto. Basta a gente acreditar neles. Entenda que não sou propriedade sua e você não é propriedade minha. Não te quero com exclusividade, mas te quero com ternura fraterna e sincera, entendas que, se fosse preciso eu sumiria de sua vida pra garantir a sua felicidade.
A verdade, as vezes dói. Eu não preciso de você. Não, não preciso mesmo. Mas por que sou teu amigo e te amo com amor fraterno, eu quis precisar de você e gosto de precisar de você. Mas posso viver sem você, assim como você pode viver sem mim. Mas com tua amizade sei que posso crescer bem mais e você também. O segredo da amizade está na liberdade que imprimimos aos nossos amigos. O valor de uma verdadeira amizade se mede pelo grau de sinceridade e verdade com o qual nos tratamos.
Finalmente saibas que a maior das razões pelas quais tenho sido seu amigo é:
Mesmo sem se dar conta, você tem o dom de alterar meu estado de humor. Todas as vezes que eu falo com você, descubro que de mim você nada quer, a não ser que eu seja feliz e que eu cresça em todas as direções possíveis desde que sejam direções certas. Você apenas quer que eu seja uma presença amiga e discreta nas tuas alegrias e nas tuas lágrimas. E foi ao perceber isso, que me dei conta de que nossa amizade não nos prende um ao outro, descobri como é bom ser teu amigo. Acho que eu consegui o que eu sempre quis de alguma forma. Confesso:
Eu sempre quis te conquistar, para devolver-te à tua própria tranquilidade.
É isso mesmo, depois de tanto e tanto, penso que permaneceste livre e eu também. Somos amigos e estamos quites não é?
Tua esperança jamais será desiludida, se tens um verdadeiro amigo.
Arthur Alter

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Da Lei

Aquele acreditava na lei. Funcionário do IAPC, sabia de cor a lei orgânica da Previdência. Chegava mesmo a ser consultado pelos colegas sempre que surgia alguma dúvida quanto à aplicação deste ou daquele princípio. Eis que um dia nasce-lhe um filho e ele, cônscio de seus direitos, requer da Previdência o auxílio-natalidade. Prepara o requerimento, junta uma cópia da certidão de nascimento da criança e dá entrada no processo. Estava dentro da lei, mas já na entrada a coisa enguiçou.
__ Não podemos receber o requerimento sem o atestado do médico que assistiu a parturiente.
__ A lei não exige isso – replicou ele.
__ Mas o chefe exige. Tem havido abusos.
Estava montado o angu. O rapaz foi até o chefe, que se negou a receber o requerimento, como manda a lei.
__ Vou aos jornais – disse-me o crédulo. – Eles têm de receber o requerimento como manda a lei.
Tentei aconselhá-lo: a justiça é cega e tarda, juntasse o tal atestado médico, era mais simples.
__ Não junto. A lei não me obriga a isso. Vou aos jornais.
Foi aos jornais. Aliás foi a um só, que deu a notícia num canto de página, minúscula. Ninguém leu, mas ele fez a notícia chegar até o chefe que, enfurecido, resolveu processá-lo: a lei proíbe que funcionários levem para os jornais assuntos internos da repartição.
__ Agora a lei está contra você, não?
__ Não. A lei está comigo.
Estava ou não estava, o certo é que o processo foi até a Procuradoria e saiu dali com o seguinte despacho: suspenda-se o indisciplinado.
Era de ver-se a cara de meu amigo em face dessa decisão. Estava pálido e abatido, comentando a sua perplexidade. Mas não desistiu:
Vou recorrer.
Deve ter recorrido. Ainda o vi várias vezes contando aos colegas o andamento do processo, meses depois. Parece que já nem se lembra do auxílio-natalidade – a origem de tudo – e brigará até o fim da vida, alheio a um aforismo que, por ser brasileiro, gosto de repetir: “Quem acredita na lei, esta lhe cai em cima.” (FG)

Provavelmente, quando a lei lhe conceder ganho de causa - se, e somente se, - o filho terá seus 15 ou 20 anos. A lei é lenta, cega, injusta e burra...
E é bem assim que funciona a coisa pública no nosso Brasil varonil.
Arthur Alter

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Classificados + Bolsa de Mulher




Homem; moreno claro, pardo, de cor branca e pele negra; olhos castanhos de dia e verdes de noite; descendência indígena por parte de mãe e “gringa” por parte de pai; alto: 1,69; idade: em experiência, boa forma; físico atlético (com uma discreta barriga de cerveja); estado civil: solteiro-casado-viúvo-separado; religião: cristã, espírita e afins; jogador de futebol nos fins de semana, torcedor do Corinthinas e do Flamengo e dos times que lhe convir. Gosta de festas (principalmente 0800), assistir TV (futebol, filmes e novelas), dançar e ouvir música: mpb, rock, samba, forró e as vezes, (só as vezes) um pouco de funk e música clássica; “namorador”, sensual e cheio de ginga; formado em conhecimentos gerais na Faculdade da Vida”; especialista em enfrentar filas e superar obstáculos; saúde enferma administrado pelo SUS; trabalhador; desempregado; Brasileiro.
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Bolsa de Mulher
Como? – Ah, sim. Um momento. Óculos, caneta, clipes de papel, escova de dente, absorvente, remédio pra enxaqueca... Eu sei que está aqui em algum lugar... só mais um minutinho, por favor... comprimidos para insônia, telefone do moto-táxi, camisinha – Oooops!!! Escova de cabelo, piranha, batom... ai meu Deus, não to achando... agenda, celular, foto do André, (foto do André?), mas o que isso tá fazendo aqui? Se meu namorado vê isso ele me mata!!!... chave do carro, chave de fenda – Nunca se sabe quando a gente vai precisar, não é mesmo!?! ... Desodorante, anticoncepcional, telefone do tele-pizza... aí que fome... e quando eu fico nervosa a fome aumenta mais ainda! Ô me São longuinho, me ajuda! ... isqueiro, chocolate, cigarros... ACHEI!!! Tá aqui seu guarda, a minha identidade tá qui, ufa, é incrível a quantidade de coisa que pode caber dentro de uma bolsa de mulher não é verdade!?! O duro é ter que guardar tudo isso de novo afff!!!

Arthur Alter Lima