terça-feira, 18 de outubro de 2011
O Casamento
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Hotel Fazenda - Final
Fomos pra cozinha e enquanto eu preparava o lanche eu dava jeito de me aproximar dele.
Peguei um queijo especial e perguntei-lhe se gostaria no lanche dele, ele me disse se é bom como você, eu como. Eu ri e disse eu sou melhor te garanto e aos risos eu levei um pedacinho pra ele provar. Levei em direção a boca dele e ele tentou pegar com a mão. Eu disse hanhahn e coloquei na boquinha dele, meio sem graça ele sorriu e disse é bom sim. Eu pensei comigo: você ainda não viu nada.
Continuamos a conversar e eu preparando o lanche. Olhei e perguntei-lhe: quer mais um pedacinho do queijo? Pode pegar.
O melhor de tudo é que ele não impôs resistência. De imedianto me desculpei pelo impulso e disse: eu já não aguentava mais esperar. Um fogo me queimava por dentro. E ele me disse que bom, você estava demorando demais. E nos beijamos de novo. E agora um beijo demorado, suave e gostoso. Trocamos carinhos...
E o lanche ficou pronto. Lanchamos tomando vinho. E durante o lanche falamos sobre relacionamento, namoro. Eu senti que ele apesar de vinte e cinco anos era bastante inexperiente e inseguro e foi o que ele me falou. Como também me disse que não queria me magoar, mas que achava que não estava preparado pra um relacionamento. Eu logo tratei de deixá-lo tranquilo dizendo que não estava lhe propondo um relacionamento e que relacionamentos só acontecem quando as pessoas se sentem seguras e que ele poderia ficar muito a vontade quanto a isso.

Carinhosamente eu beijei-lhe e o trouxe pra sala, nos sentamos no sofá e namoramos, eu sentia meu sangue ferver e o dele não estava diferente. E assim sem medo e eu o tomei pela mão em direção ao meu quarto. Beijei-lhe e deitamos. Ele me disse: tenho que ir pra casa. Eu disse eu sei. E depois de um outro e outros beijos nos amamos.
Acordamos no outro dia (sábado) as sete da manhã, ele assustado e querendo fugir as pressas e eu logo o acalmei carinhosamente. Tomamos banho, café e ele sorria feliz. Entreguei lhe o presente de natal eu comprara no dia anterior e ele ficou mesmo surpreso.
Marcamos de nos ver de novo antes de eu viajar para o Natal e Ano Novo em BH. Naquele mesmo sábado a tarde eu recebi três mesangens de texto dele. Três declarações de amor. Acho que isso vai mais longe do que eu possa imaginar, eu pensei. Naquela noite ele me convidou para sairmos, disse que não queria passar no meu apartamento mas que desejava sair. Fomos tomar um shopp, mas ele dormiu na minha cama...
É, depois de alguns shopps a gente fica bem mais amável...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Hotel Fazenda II
Na sexta feira acordei e logo me lembrei é hoje rsrsrrsrs. Exatamente 17 de dezembro de 2010. Como vêem essa postagem está duas semanas atrasada. Eu trabalharia só na parte da manhã. Tomei meu banho matinal, pensei em fazer a barba, mas deixei pra fazer no final do dia. Tomei um café, peguei minhas coisas e saí.
Na parte da manhã tudo transcorreu como sempre. As 11:30 eu saí e resolvi passar num shopping, afinal era a semana que antecedia o natal. Eu deveria comprar alguns presentes pois na outra semana eu iria para BH passar o natal e o ano novo com meus pais.
Chegando ao shopping depois de andar muito comprei presentes para meus pais e também para meu ex, o Gui. Entre nós sobrou uma amizade bonita e sem constrangimentos. Resolvi também fazer uma surpresa pro Allan e comprei-lhe um presente. Que no momento certo eu lhe entregaria.
Quase três da tarde fui fazer um lanche e voltei pra casa. Chegando fui logo organizando algumas coisas que estavam fora do lugar. Coloquei uma garrafa de vinho na geladeira. E resolvi tirar uma soneca.
Acordei as cinco e meia. Fui ver um pouco de TV, as 6:30 resolvi fazer a barba. O Allan sairia do trabalho as cinco da tarde, ele certamente iria em casa pra depois voltar e por certo no máximo as sete e meia da noite ele estaria chegando, feita a barba, fui a cozinha e ainda fiz um pequeno lanche, limpei tudo e fui tomar meu banho.
Sete e meia e a impaciência já começara a tomar conta de mim. O tempo a partir daqui parecia não passar. Sete e quarenta e cinco e nada. Olhei o telefone várias vezes, ligo ou não ligo...
As sete e cinquenta e cinco o interfone toca, meu coração deu um salto, respirei fundo e atendi, era ele. Beleza cara pode subir. Destravei o portão e tratei de me recompor da ansiendade. Antes mesmo que ele tocasse a campainha eu já estava abrindo a porta e já com um sorriso faceiro eu o recebi.
Ele estava bonito, barba feita e cabelo bem feito também. Ele entrou e fomos pra sala. A conversa correu solta por uns vinte minutos e sobre assuntos diversos. Daí ofereci-lhe um vinho e continuamos a conversar e de alguma forma eu sentia que havia algo especial pra acontecer, o tom de nossa conversa foi ficando mais suave. Depois da segunda taça de vinho, fomos as fotos e algumas estavam muito bonitas outras mereciam ser deletadas. Terminado com as fotos eu perguntei se ele aceitaria sair pra comer alguma coisa. Ele me disse que era melhor deixar pra outra hora, que não demoraria muito, nessa hora eu pensei: mas será que ele vai me escapar ou é apenas jogada? Então eu disse venha pra cozinha comigo eu preparo um lanche delicioso em minutos. Ele me disse: delicioso mesmo? Eu disse sim claro, o que eu faço que não fica bom? Ele disse: não sei, ainda não experimentei nada.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Hotel fazenda
Saí do banho enrolado na toalha e fui direto pra cozinha, olhei o relógio e ainda não era sete e meia da noite. Peguei uma caixa de suco, um sandwich natural e uma banana. Sentei à mesa e comecei a comer. Dali levantei e voltei ao banheiro. Escovei os dentes e me olhei no espelho e logo percebi alguns fios brancos em minha cabeça, no topo da cabeça o cabelo já havia dado sinal de enfraquecimento. Mas os fios brancos me deixaram meio com aquela sensação de: estou ficando velho.
Já passei dos 30. Voltei pra sala sentei diante da TV me recostei na poltrona e comecei a ver qualquer coisa que nem me lembro. Meus olhos pesaram. Daí a pouco a campainha tocou, sonolento, ainda pensei que estava sonhando. Corri até o quarto botei um bermuda tec-tel branca nem pensei em cueca e corri até a porta. Ao abrir me surpreendi com uma visita inesperada. Era o Allan. Com um sorriso encantador me disse: eu não tinha nada pra fazer depois do trabalho e resolvi passar aqui, eu trouxe umas fotos de nosso passeio. Tá no meu pen-drive e pensei em copiar pra vc.
E eu meio confuso e feliz logo disse: caramba que legal entra ae. Meu notebook ta no quarto eu já vou buscá-lo fica a vontade. Fui até o quarto e discretamente ainda passei uma colônia Hugo Boss (Intense) e voltei com o notebook. Ele colocou-o no colo e começou a transferir as fotos e de quando em vez me olhava e eu não conseguia decifrar o que seus olhos queriam. Daí a pouco abri a boca demonstrando sono. Me desculpei e ele sorriu dizendo ainda é cansaço do fim de semana. E na verdade era. A gente se divertiu muito, brincamos como adolescentes. Ao terminar de transferir as fotos me aproximei mais e começamos a ver. Nossa ficaram bonitas ein!? E ele me disse: essa principalmente. Era uma em que eu demosntrava meus músculos rsrsrsrsr. E completou: bonita como o dono. Eu sorri meio amarelo e olhando-o nos olhos disse: verdade? E ele sem constrangimento disse: sim.
Passei a mão em seu rosto e disse: são seus olhos rsrsrsrs essas frases cliches ainda funcionam, não se enganem. Tirei o computador de seu colo e olhei-o firme nos olhos. Seus olhos brilhavam intensamente. Ele elogiou meu perfume e disse-se seduzido, me aproximei lentamentamente para beijá-lo e fatidicamente o telefone tocou, o fixo residencial, toque extridente, perdi o rumo assustado e quando olhei meio assim perdido e confuso, só estava eu na sala, a televisão falava às paredes e eu nem tenho telefone fixo. Era pouco mais que oito e meia da noite. Eu havia apenas sonhado. Foi apenas um sonho...
Fui até a cozinha tomei água e decidi ligar pro Allan, era tudo tão real e a gente tinha ficado tão próximos no hotel fazenda.
___ Allan? E então tudo bem? Quando é que vc vai me fazer uma visita e trazer as fotos de nosso passeio?
___ Oi Teté, beleza!? Ah cara eu levo aí um dia desses da semana. Ou te passo por e-mail.
___ Nada de e-mail, está intimado a vir pessoalmente. Ok?
___ Tudo bem então, vou deixar combinado de passar aí na sexta a noite pode ser?
___ Claro, sexta é sempre uma excelente noite!
___ Falou então, combinado. Abraço cara, se cuida.
___ Ok, fico te esperando. Se cuida também...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Aprendendo com as lições da vida
Saí do banho corri ao quarto vesti as calças e corri para a cozinha para terminar de preparar o café. Botei cereal, leite e mel na tijelinha de sempre, colequei um misto pra esquentar, peguei uma banana e pensei: nossa já devo estar atrasado! Voltei ao quarto peguei uma camisa branca básica e voltei a cozinha comi o misto com café com leite, mais rápido do que nunca e isso é péssimo para a saúde. Depois foi a vez do cereal, fui mais devagar adoro meu cereal; junto e aos poucos eu ia comendo a banana...
Corri ao banheiro escovei os dentes e só então passei uma loção após barba, voltei ao quarto vesti uma camisa azul por cima daquela branca, calcei o tênis e peguei minha pasta, desci correndo pelas escadas do segundo andar e cheguei a garagem. Cac***....e esqueci a chave do carro que mer...*aaaaaaaaaaaaa!
___Lisa, não sei que hora chego acabaram de bater na traseira de meu carro. Mas você está bem? Ela ainda perguntou.
____Sim estou, deixa eu tentar resolver isso aqui logo. Desliguei e observei que já havia alguém de pé quase ao lado dos carros batidos e que também falava de cabeça baixa ao telefone. Pensei vou ligar para meu seguro... feito isso observo que o outro motorista era bem jovem não mais que uns 22 ou 23 imaginei.
Chego até ele e digo: e aí, tudo bem?
___Tudo bem? Você me pergunta se está tudo bem?
E eu respondo: claro. É melhor você está bem né? O carro tem jeito. E ele: é a primeira vez que saio no carro de minha mãe, eu tinha prova na faculdade agora de manhã e me acontece essa mer*a. Eu não pensei que você ia parar.
Mas eu não parei eu só reduzi, você é que deve ter se descuidado e aqui é sempre perigoso...
A polícia chegou fez a perícia. Ele já havia chamado o reboque coisa de 30 minutos, fora as perdas materias tudo resolvido. E nisso chegou o reboque.
O meu carro não havia se danificado tanto, mas o da mãe dele ficou feio. Tinha mesmo que ser rebocado. Quanto ao meu, eu apenas teria que levá-lo à seguradora. Por concidência nossos seguros eram os mesmos. Perguntei a ele o que ele ia fazer e ele estava em choque ainda.
___Não sei cara, não sei. Ele respondeu.
____Bom, agora é retomar o curso do dia. “Dos males o menor”, eu disse.
____Cara, como você consegue encarar tudo numa boa assim? Ele perguntou.
___ Bom, eu já aprendi que não se pode mudar o que já aconteceu. To indo pra faculdade. Quer uma carona? Ele pensou, hesitou um pouco e disse: é acho que vou. Quando chegamos a faculdade apesar de visivelmente transtornado, ele parecia mais calmo. Apertou minha mão sorriu amarelo e me perguntou: qual o seu nome mesmo?
____ Arthur, eu disse. E completei: a gente vai se falar de novo com certeza.
Claro. Obrigado pela carona.
Boa prova rsrsrs se é que você ainda vai fazer né? E ele disse tá.
Ele saiu e eu fui trabalhar.
Isso foi ontem. E a estória ainda continua.
Segue aí...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
De volta pra casa
Pouco mais de seis meses depois de ter chegado a Florianópolis eu resolvi voltar pra Minas. Eu estava numa dúvida grande entre retornar pra Capital mineira onde nasci ou Uberlândia onde vivi os últimos seis anos de minha vida. E de certa forma tudo conspirou pra que eu voltasse pra Uberlandia. E aqui estou. Os ares das alterosas de Minas me fazem mais feliz que qualquer outro lugar.Bom, o rítimo de minha vida aqui não vai ser nada diferente daquele de floripa. Além da rotina, a cada 15 dias passo um fim de semana em BH pra curtir meus pais e o amor de minha vida o Gui. E a cada outros quinze dias, ele vem pra cá.Na verdade ele veio só uma vez aqui, pois tem só um mês que estou de volta. E na primeira vez que ele veio, foi muito especial. Fazia pouco mais de 20 dias que tínhamos estado juntos. Ele chegou no fim do dia numa sexta feira e eu fui buscá-lo na rodoviária. Ele estava lindo como sempre e com um sorriso que não se contentava pra si apenas. Eu o recebi com um bejinho no rosto e um abraço gostoso. Não sei ao certo se as pessoas que viram pensaram se somos namorados, amigos, irmãos o sei lá. Mas de uma coisa eu tenho certeza, manisfestar nossos sentimentos é muito bom.
Assistimos o filme juntos. Fizemos comentários, reprovamos alguma coisa, ressaltamos outras. E namoramos muito. Depois saímos pra jantar e durante o jantar o assunto ainda foi o filme. Retornamos pra casa com uma sensação de que o amor vale a pena se a gente aprender a ver os dois lados de cada situação. O amor não tem regras nem limites. O amor tem apenas que ser manifestado porque ele dura só aquele momento que fica na saudade ou na lembrança. O encontro de amanhã é novidade, é manifestação nova.
Deitamos juntos e parecia tudo tão mágico, tão intenso e verdadeiro que nosso amor foi diferente e mais intenso que de todas as outras vezes.
A cada beijo do Gui eu sentia como se meu corpo saisse de mim mesmo, cada vez que sua mão tocava meu corpo eu me perdia no tempo e no espaço. E quando eu o tocava e beijava eu sentia que ele sentia o mesmo. Seus suspiros hora profundos, hora suaves davam o contorno perfeito aos nossos corpos. E foi assim que fizemos amor suavemente, sem pressa, sem medo de que não haveria amanhã e com uma certeza, tudo o que tínhamos era aquele momento e ele tinha que ser especial. Fizemos amor intensamente, suavemente, lentamente, calmamente, apaixonadamente. Seguido do banho nosso amor agora era manifesto apenas por dois corpos jogados um ao lado do outro suspirando e respirando levemente com olhares soltos um no outro até que dormimos... ( a continuar)
sábado, 31 de julho de 2010
Arthur e Guilherme: The happy end
Oh danm it! Aquele primeiro beijo foi perfeito e desejado creio que desde o primeiro olhar. E tudo em nós era desejo, era carícia e carinho também. Minhas mãos percorriam aquele corpo que suspirava de prazer, meus lábios procuravam os dele e quando se encontravam, até o céu se extremecia, o mar se acalmava, mas dentro de nós acontecia uma tempestade de desejos e volúpia. E aos poucos toda aquela tensão e desejo se misturavam nos deixando envoltos num clima de êxtase.Nossos corpos se desejavam, nossos olhos queimavam, nossas mãos tremiam, era desejo demais para um instante só. Ele tirou-me a camisa e começou acariciar meu torax enrijecido de prazer, eu suspirava perdido em suas mãos e vendo me solto e ao mesmo tempo preso em suas mãos ele beijou-me intensamente, de forma que se eu já tivesse sido beijado igual, não faria a menor diferença naquele momento. Depois daquele beijo ele simplesmente virou-se pro lado olhou-me e sorriu amavelmente dizendo: se eu estou sonhando, por favor não me acorde nunca. E então foi a minha vez de beijá-lo e nessa hora o tempo parou, eu tenho certeza que sim, pois até agora enquanto escrevo, eu sinto não só a intensidade daquele beijo mas, também o seu sabor.
Não a gente não estava sonhando, era verdade, era tudo verdade. Foi então que eu também lhe tirei a camisa e olhei aquele corpo bonito, cheiroso e implume ao meu lado, e eu comecei a tocar-lhe suavemente e tão suavemente eu beijava-lhe que aos poucos seus suspiros de prazer iam aumentando em nós o mais ardente desejo de se consumir voluptuosamente e eu apenas acrescentava mais e mais beijos tornando-nos os dois inebriados de prazer e desejo.

Nossos corpos se desejavam ardentemente, e foi assim olhando pra ele como se eu nunca mais quisesse perdê-lo de vista ou arrancá-lo de dentro de mim que bem suavemente eu me deitei sobre seu torax e assim beijando-o começamos a trocar palavras soltas, apenas palavras que pudessem significar o que nossos corpos desejavam e bem aos poucos, bem ao meu modo de mineiro, muleque, faceiro e desinteressando que começamos aquele ritual que só poderia ter um fim: o prazer humano mais perfeito e completo que um mortal pode sentir. E desse prazer nem os deuses podem participar, sentir ou saber o que é, somente nós os mortais podemos experimentar, mas é exatamente nesse momento onde já não existe mais um corpo, e nem dois separados, mas apenas um, que em dois se divide no mesmo tesão e prazer. O que podemos sentir nesse momento é magico. Nesse momento nos tornamos um deus-humano, mortal, mas e daí? Onde o amor mais puro e intenso acontece, esvai-se toda humanidade e resta apenas o amor dos deuses e desse nós mortais participamos por natureza exatamente, porque nesse momento somos os deuses do amor humano.
E foi assim perdidos um no outro que nos amamos suavemente, lentamente, amavelmente sem se lembrar do tempo. O único tempo que existia era o presente embebecido de amor. E já cansados e molhados de prazer nos "entre-olhamos sorrindo". E ao final eu tive medo de voltar a ser apenas um mortal, apertei-lhe a mão e olhando pra ele eu pedi que ele me deixasse apenas com a certeza de que o tempo trataria de nos levar um ao outro novamente. Ele sorriu amavelmente e disse sim. Era hora de despedir-nos.
E aquele beijo que parecia não ter fim aconteceu e foi eternizado naquele momento. Ele me prometeu que iria me visitar em Florianópolis dentro de três semanas e passadas as três semanas, ele chegou embora o tempo tivesse nos separado, parecia que havíamos nos encontrado apenas a um dia antes. Nossos olhos sorriam...
Estamos juntos faz quatro meses, mas os dias, as semanas apenas contam o tempo pois quando estamos juntos, esse tempo não existe, só existe o presente. Quanto tempo vai durar? Deixa o tempo dizer porque se depender apenas de mim vai durar enquanto tiver que durar, é nisso que reside a eternidade do amor, do encontro, de momentos de prazer. Eterno é o que acontece e vale a pena ter acontecido. Eterno é apenas um instante que pode significar uma vida inteira e tem sido assim todos os instantes que estamos juntos. E olha que ele mora em BH e eu em Florianópolis. Aeeeeeeee Minas Gerais, me aguarda que eu to voltando...........
sábado, 19 de junho de 2010
Arthur e Guilherme II
Mas então, posso saber seu nome? Eu perguntei. E ele logo disse que era Guilherme e naquelas apresentações formais eu disse que me chamava Arthur. Formalidades a parte eu o convidei para sair comigo no sábado a tarde, eu já sabia que teria alguma atividade pra fazer com meus pais a noite e eu não queria desapontá-los afinal, eu havia saido de Florianópolis só para passar o fim de semana com eles. O Guilherme estranhou um passeio a tarde, mas devido à minha explicação concordou já com uma pergunta: Poxa, você mora em Florianópolis? Eu eu disse que sim e logo senti um ar de desapontamento.
Mais um pouco de conversa e deixamos para nos falar no início da tarde daquele dia que já adentrara à madrugada.
Dormi bem e pensando em como deveria ser aquele encontro, meu coração pulsava desconpassado, ansioso. Acordei por volta das 8:30 da manhã o café posto à mesa já me aguardava. Eu, filho único, há mais de 10 anos morando fora de casa. Desde os 19 na verdade. No passar desses anos todos, eu quase nunca tinha o privilégio de encontrar uma mesa posta com o carinho e amor de mãe. Eu estava (estou ) numa fase de nostalgia, - saudade excessiva de casa, de meus pais. Tomei café conversando com meus pais sobre meus planos. Terminar o mestrado, trabalhar menos, ganhar mais, talvez essa seja uma ilusão. Mas enfim, outro de meus planos era que estava pensando em voltar pra Minas, pra BH ou Uberlandia novamente, mamãe não se conteve de alegria e me pediu para que voltasse pra casa. Que sentia falta de seu filho mais que nunca. Eu disse apenas que pensaria na possibilidade com carinho, mas que ela não alimentasse expectativas. Papai reforçou o convite e disse que um retorno a casa poderia me fazer bem, que talvez eu pudesse me dedicar só ao mestrado sem ter que trabalhar também. Dessa parte eu gostei, mas isso significaria ficar na depedência. Embora eu já tenha conquistado minha independência financeira, eu sei que ele estaria sempre tentando me dar alguma coisa.
E como filho único, não tenho muitas outras alternativas. Mamãe me perguntou o que eu queria para o almoço e eu disse que queria comida de mãe, bastaria isso. Eu disse apenas que gostaria de almoçar as 12:30 pois teria que sair naquela tarde. Meu encontro com o Guilherme seria as 15:00 horas.Papai foi ao mercado e fiquei em casa com mamãe, por volta das 11:00 horas dei uma ligada ao Guilherme e ele antendeu ainda na cama, eu pude perceber. Mas ele gostou de ser acordado por mim, ele disse.
Depois do almoço eu dormi uns 30 minutos ou um pouquinho mais. Tomei um banho me arrumei bem e ainda tive a cara de pau de pedir minha mãe o carro dela. Sai de casa faltava menos de 20 minutos para as 3:00 da tarde, meu coração estava a mil de ansiedade.
Encontrei com o Guilherme no Shopping Del Rey na região da Pampulha, bem de pertinho ele era ainda mais bonito. Nos comprimentados discretamente e sentamos em uma mesa e uma jarra de Shopp nos acompanhou na conversa que fluiu super bem. Ele falou dele, do que faz, de seus projetos para o futuro. Ao terminar me disse, mas você ahn? Tinha que morar tão longe? Por que gente bonita mora longe? E eu disse uai é?
Depois que falei de mim, eu apenas o convidei para ir visitar-me em Floripa. Ele pensou, pensou e depois disse: pode ser que sim, se valer a pena, por que não? Afinal, eu ainda não conheço lá.
Depois de todas essas formalidades decidimos arrumar um lugar pra gente ficar a sós. Meu coração tremeu, afinal já fazia 4 meses que estava sozinho de tudo. Escolhemos um lugar super bacana, na verdade ele escolheu.
Ao entrarmos no quarto ainda conversamos um pouco e nos beijamos e eu vi estrelinhas...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Conto: Arthur e Guilherme - I

Arrumei minhas coisas, fiz a barba, fiz algumas abdominais, tomei banho, me arrumei e parti para o aeroporto. Saí de Florianópolis as 13:30 com uma breve escala em São Paulo e no fim da tarde eu já estava em Minas. Minha mãe me esperava no aeroporto e aquele abraço que dei nela não queria terminar nunca, então ela me beijou e com o carinho de mãe me perguntou se estava tudo bem, na verdade ela estranhara o abraço demorado demais e eu disse que sim, que era a saudade e fomos pra casa.
Enquanto mamãe fora preparar algo pra gente comer eu fui tomar um banho. E aquele banho me pareceu o melhor de todos, tudo era tão familiar e gostoso que até o sabonete tinha o cheiro de minha infância. Já mais feito e descançado depois do banho e feliz por estar em casa fui lanchar e conversamos sobre meus dois primeiros meses em Floripa, eu falei de tudo com contentamento, mas não deixei de mencionar que a saudade era maior que eu pudesse imaginar. Papai me perguntou: por que não volta pra casa? Eu apenas disse: quem sabe, pode ser, mas não contem bem com isso. Mamãe apenas disse que ela queria muito que seu filhote voltasse ao ninho e eu disse: mamãe seu filhote cresceu, sabe voar e se cuidar sozinho, não vês que ele sempre volta? E o que vamos fazer hoje eu perguntei e papai me disse: que tal um cinema? Nós três: eu você e sua mãe? E eu disse: ah papai o filme tem que ser muito bom. E ele me disse estou querendo ver o Avatar, seria bom um filósofo assistir comigo pra gente discutir depois, e eu ri com o desejo de papai. Mas acabamos fechando com isso. Mas mamãe disse só se for na seção de 7:15 da noite, mais tarde eu não aguento e acabo dormindo. Mamãe, mas já são seis horas eu retruquei. E o que tem, ela replicou. Vamos indo logo então. Eu estava com saudade do Shopping BH e combinamos de irmos lá. Em poucos minutos saímos de casa. Chegamos ao shopping compramos nossos bilhetes e pipoca rsrsrs, cinema sem pipoca não rima rsrsrs. Depois do filme fomos pra área de alimentação tudo estva cheio nossos olhares procuravam uma mesa livre ou alguém se levantando. E eu olhava atento. Logo uma mesa ficou disponível e nos sentamos, daí papai foi fazer o pedido. Eu conversava com mamãe e observava à volta e logo meus olhos se depararam com um rapaz bonito aos meus olhos, e ele me olhava. Toda vez que eu o olhava ele me olhava também. Tratei de disfaçar logo, afinal eu estava com meus pais. Papai voltara pra esperar o pedido. E começamos a conversar sobre o filme. Sempre que eu podia eu olhava aquele rapaz e disfarçadamente nos flertávamos. Eu conversava sobre o filme e flertava e acho que fazia as duas coisas muito bem pois papai ficava empolgado com o diálogo e ao mesmo tempo aquele rapaz agora tinham olhos que brilhavam ao encontro dos meus e acho que os amigos dele logo perceberam que ele flertavam comigo. Levantei e fui pedir mais um suco pra mim e eu queria que ele se levantasse. Mas ele não levantou, um de seus amigos veio ao balcão e apenas me entregou um papelzinho com um número de telefone.Logo que sentei à mesa eu queria ir embora, eu queria ligar pra ele, mas o tempo me prendera ali por mais muito tempo e ele e seu amigos se foram. Ao chegar em casa e já tarde eu liguei... ( continuar)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Fim de Semana
Passado pouco mais de trinta minutos a campainha toca, antes eu pensei em pedir pra Ana anteder pra mim, mas me lembrei que eu tinha que pagar, pedi um tempo ao amigo no msn e fui atender a porta. Quando eu abro a porta me deparo com um moto-boy de uns 23 ou 25 anos muito gato, perdi até o rumo ao olhar pra ele. Pedi que aguardasse que eu iria pegar o dinheiro e que não reparasse a desordem que eu estava me mudando. Ele perguntou: mudando pra cá ou saindo daqui? E eu disse indo embora daqui. E fui pegar o dinheiro. Paguei-o olhando-o firme nos olhos. E ele me perguntou você não vai querer um outro lanche mais tarde, por certo não ter janta vai? E eu disse: não, não vai mesmo. Talvez eu saia pra jantar fora. Ou peço outro lanche. Mas com uma condição. Só se for você vier trazer. E ele me responde: Hummm eu até gostaria, mas trabalho até as dez da noite.
E o que tem isso eu retruquei. Vai me trazer o lanche ou não?
Bom se você for esperar eu trago. Combinado então, eu disse.
Caraca, eu não podia acreditar. Voltei ao msn e conto as novidades ao amigo. Fiquei todo empolgado. Conversando e comendo. Já imaginado altos lances.
A Ana chega pra mim e diz: tá tudo terminado, suas roupas estão em ordem e já embaladas. Apenas dois pares pendurados no cabide atrás da porta como você pediu.
Ana? Por favor, você se importaria de dar uma ajeitada na cozinha e no banheiro pra mim? É que faz uma semana que isso tá um sujeira só.
Claro, ela me respondeu....Pouco mais de dez da noite eu já impaciente e pensando que o moto-boy que eu nem havia perguntado o nome viria, toca a campainha. Era ele mesmo e dessa vez ele havia caprichado e estava ainda mais bonito e já com um sorriso faceiro me pergunta: é aqui que pediram um lanche?
Eu não perdi a chance. Sim. Mas pedi um lanche acompanhado. Huhauahuahuahuau ele voou feio kkkkk e perguntou acompanhado? Acompanhado de quê?
E sorrindo meio que maliciosamente eu disse: acompanhado de um gato moto-boy oras?
Ele riu e entrou.
O lanche foi deixado de lado a gente tinha coisas mais interessantes pra fazer. Acho que depois de umas duas horas é que eu senti fome e ele também. Dividimos o lanche, tomamos um banho e ficamos conversando por um longo tempo. Parecia que havia uma química antiga entre nós era como se a gente já se conhece tamanha a afinidade entre nós. Trocamos carinhos, nos beijamos ele me falou dele, de seu medo e insegurança ao se relacionar com homens e que fora mais por medo e também por ver que eu estava saindo fora que ele havia aceito voltar. E eu disse medo de que? Medo de deixar a chance de conhecer uma pessoa legal como você passar por minha vida sem deixar uma lembrança legal e gostosa. É uma pena que você está indo embora. Eu gostei de te conhecer.
E eu disse: eu também. Sabe, faz dois anos praticamente, que estou sozinho e agora na hora de eu ir embora me aparece você. E engraçado eu sempre faço lanche lá no lanchão ou peço que me tragam aqui. Como você nunca apareceu?
É, eu comecei semana passada. E dormimos, ele dormiu coladinho em mim, respirando suavemente, e eu contemplei aquele semblante lindo, beijei-lhe suavemente no rosto e dormi em seguida. Acordamos as nove no outro dia e ele já assustado, mas logo se acalmou com o carinho que eu lhe fiz. Caraca, dormi demais. Não, claro que não, eu disse. E namoramos mais um pouco era por volta de onze da manhã quando ele se foi. Me dizendo que se eu quisesse ele voltaria a noite novamente, com outro lanche. Eu sorri e disse. deixa o lanche pra lá, mas você eu quero de volta. Ele voltou, nós saímos, nos divertimos muito e voltamos juntos pra casa. No domingo era mais de uma da tarde quando acordamos. Mais tarde quando ele foi embora e sabia que já não me veria de novo, se despediu dizendo: me leva com você, me leva? Eu dei-lhe um beijo demorado e disse: ah se eu pudesse, ah se eu pudesse.
Something are meant to happen only once in a lifetime. And there’s nothing we can do about it. (Algumas coisas acontecem apenas uma vez em toda a vida, e não há nada que possamos fazer em relação a isso). Arthur Alter Lima.
Ps. Amigos estou de volta. Muita coisa pra colocar em ordem ainda. Depois conto novidades daqui de floripa. Abraço a todos e em breve comento nos blog s de todos.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A Saga de Augusto - Final
Quando terminei o café eu o convidei para ir até o meu quarto comigo. Chegando lá ele logo notou a diferença entre o meu universo e o dele. No meu quarto tinha uma estante repleta de livros, cd’s e dvd’s. No quarto dele havia dois skates, tv, video game... Sai e fui ao banheiro escovar os dentes e quando volto ele está sentado em minha cama, e nas mãos ele tinha o livro que eu estava lendo na ocasião ( O nome da Rosa, de Umberto Eco) e me pergunta você é louco de ler um livro tão grosso como esse? Eu ri e disse: sim, há loucos pra tudo nesse mundo. Ele então se levantou veio em minha direção e disse:
__ Eu já sou louco por você.
E quanto mais próximo ele chegava mais eu estremecia. Mas me afastei, com um sorriso maroto. E ele logo perguntou o que foi?
___ Não foi nada, apenas me deu um medo. Acho melhor a gente ir.
___ Não, ele disse. Não antes de você me dar um beijo como aquele de ontem.
E eu tentava me esquivar, mas ele permanecia na investida.
___ Pera aí, eu te disse que pra me beijar de novo você teria que pedir pra namorar certo?
Ele me olhou e disse: eu peço, eu faço qualquer coisa.
Então tá legal, começa vai. Ele me pegou na mão puxou-me até a cama e sentou-se puxando-me pra sentar-se ao seu lado. E com minhas mão em sua mão me disse:
Gú, eu estou apaixonado por você. Desde a primeira vez em que eu te vi, eu senti algo diferente, foi como se naquele momento eu tivesse sido mortalmente flechado pelo cupido do amor ( hahahah tá certo tem um pouquinho de exagero nisso) não foi assim tão lindo, mas ele tentou.
Eu tomei minha mão e olhei-o firme e disse tá muito cedo. Acabei de chegar na cidade. Estou com medo. Embora eu tenha sonhado com você durante toda a noite.
Foi então que efusivamente ele me beijou, sem que eu pudesse reagir. Foi intenso e gostoso. Mas eu disse que pensaria e lhe daria uma resposta a noite.
Depois que nos divertimos muito voltamos pra casa. Ele ficou na casa dele e eu segui pra minha casa. Mas havíamos combinado de que ele viria a minha casa a noite. E foi exatamente o que a conteceu. As oito ele chegou.
Ficamos um pouco na sala e depois fomos para meu quarto. E o interessante, meus pais resolveram sair e ficamos a sós.No meu quarto, ele tira um papel do bolso e disse que gostaria de ler algo pra mim. Eu disse tudo bem.
E ele fez-me uma linda declaração de amor. Hoje não estamos mais juntos. Mas esse mesmo papel, continua guardado comigo. Porque foi verdadeiro e bonito e enquanto nosso amor durou, tudo foi bonito e de verdade.
Ele então começou a ler:
“Gú, eu não sei ao certo se o que sinto já posso chamar de amor. Mas sei que quero muito ficar ao seu lado. Não vou dizer que sou o cara perfeito e não me importo com seus defeitos. Eu ainda sou muleque e você também, nosso jeito de ser amigos e curtir vida é que vai nos ensinar... quero te dizer que gosto muito de tudo em você. Me dá uma chance?”
Eu achei isso lindo. E claro que eu dei todas as chances que ele quis. Nosso Relacionamento durou 3 anos. Eu mudei meus planos por ele, ele mudou alguns dos dele por mim. Até que um dia, não soubemos ao certo quem devia mudar o quê e quando. E por falta de maturidade deixamos um amor bonito se perder no tempo.

Hoje Marlos mora há 4 anos em New Jersey (EUA). Cada um de nós segue por seu próprio caminho, em direções contrárias...
Arthur Alter
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Lorenzo e Victor - Final
... E pensando dormi. O cansaço da viagem e aquelas horas andando me deixaram exausto. Eu devo ter ficado apagado por umas três horas. Acordei por volta das seis da tarde. Liguei a tv e deixei o tempo passar jogado ali na cama, meio acordado e meio sonolento. As oito resolvi tomar um banho e me prepar para a noite. Quando saí de casa já era quase nove da noite. Caminhei em direção do local onde havíamos combinado.
Quando cheguei perto da lanchonete Lorenzo estava chegando também. E eu nem pude acreditar quando o vi. Ele estava muito lindo. Eu realmente fiquei boquiaberto.
__ Lorenzo! Você ta muito bem na fita, arrazou geral ein? Caraca! E ele disse:
__ Faço o que posso né! Vamos indo?
Andamos um pouco e chegamos num barzinho que ainda estava meio desanimado. Mas segundo Lorenzo mais tarde iria ser o point geral da galera. Damos mais umas voltas e chegamos num outro bar já mais animado e já estava tocando música ao vivo. Falei vamos sentar um pouco? Ao que Lorenzo concordou.
Pedi uma cerveja e passamos um bom tempo conversando entre conversa fiada e histórias da cidade. Depois de mais uma cerveja fui convidado a outro lugar e depois retornamos ao primeiro bar e de fato alí estava uma galera super animada. Música dentro e fora do bar e muita gente linda junta. Eu logo notei que olhares se direcionavam a nós dois. A princípio eu fiquei meio constrangido. E pensava ou Lorenzo é conhecido ou é porque estão nos vendo como novos no pedaço ou ainda a beleza européia de Lorenzo é notável.
Tomamos mais duas cervejas e já se aproximava de uma hora da manhã. E eu disse a Lorenzo que já queria ir pro hotel. Que no outro dia eu queria sair cedo. Ele me disse:
__ Cara mais a noite tá só começando!
E eu disse é verdade! Mas vamos combinar uma coisa? Hoje eu descanso mais cedo. Amanhã eu prometo ficar na rua até o dia amanhecer pode ser? Ele sorriu e disse tudo bem. E ainda perguntei?
___ Me acompanha até o hotel?
___ Claro, ele disse.
Chegamos ao hotel e eu disse? Não quer subir um pouco? Podemos conversar ainda mais um pouco se você quiser. E sem cerimônias ele subiu comigo. Ao entrar no quarto um breve silêncio deixou claro um certo constrangimento. Tem cerveja no frigobar, aceita mais uma? Eu perguntei e liguei a tv.
Lorenzo disse que não e que não ia demorar. Eu sentei na cama e ele sentou-se ao meu lado e eu comecei a olhar firme em sua direção. Meu corpo o desejava e eu via em seus olhos o quanto ele queria que eu o tocasse. Mas eu fiquei parado.
Do nada ele me pega firme e me beija com volúpia. Eu me rendi. Me joguei em seus braços e ele me enchia de carinhos.
Aos poucos ele me tirou a camisa e foi sentido o sabor de meu corpo, sua língua quente percorria meu torax, sua respiração ofegante me levava ao extase. Sempre que ele me beijava era como se eu estivesse sendo beijado por um deus-do-amor. Era intenso, forte. Eu também tirei-lhe a camisa e fiquei extasiado com aquele corpo seminu diante de mim. Torax bem definido, uma escultura, uma obra de arte em tempos modernos. Minhas mãos deslizavam naquele corpo que tremia com meus toques.
Totalmente inebriado de prazer, ele abre meu zipper, tira meu jeans suavemente e me olhando com olhos incandescentes se joga em cima de mim me beijando com vigor e aos poucos começa passear com sua língua em meu corpo e ao chegar em meu umbigo me leva a loucura. E foi experimentando-me e deixando-me cada vez mais entregue aos seus desejos. Assim, eu o despi totalmente e ele fez o mesmo comigo, eu contemplava aquele corpo diante de mim, minhas mãos tocavam-lhe e de seus olhos parecia brotar chamas de fogo. Entre abraços, beijos e gemidos ele me experimentava por inteiro e logo deitou-se ao meu lado entregue as minhas vontades. Eu me deliciei naquele corpo, até quase levá-lo ao extase total. E sussurando ao meu ouvido ele pediu para possuí-lo totalmente e quando eu fui me encaixando em seu corpo me ajeitando por entre suas pernas ele suspirava baixinho acariciando-me, beijando-me e dizendo-me palavras excitantes. Eu fui me entregando e possuindo-o com carinho. Ternura e movimentos leves se alternavam. À medida que ele foi me excitando eu fui apressando os movimentos e impelindo mais força o que o deixava cada vez mais entregue. Aqueles movimentos que alternavam entre a força e a leveza, a firmeza e a brandura atingiu seu prazer máximo num beijo que jamais eu pude sentir igual, Lorenzo era perfeito em seus beijos, em sua pegada. Cansado, ainda fiquei sobre seu corpo suado por alguns minutos, tantos talvez que eu quase cochilei. Suavemente ele ajeitou-me pro lado e beijando-me suavemente se masturbava. Eu novamente comecei a beijá-lo a morder seu pescoço suavemente pra não deixar marcas. Tomei-lhe a mão e comecei a masturbá-lo carinhosamente até que gemendo e suspirando forte ele me beijou e gozou abundamente grudado em mim.
Tomamos um banho recheado de beijos. Era mais de três horas da manhã e eu o convidei pra ficar e ele aceitou. Acordamos tarde e nos amamos intensamente antes de sairmos novamente. Naquele sábado a noite, nossa diversão mais uma vez terminou em meu quarto de hotel. E a despedida no domingo de manhã foi intensa e com muito amor. Lorenzo na verdade se apaixonou, suas lágrimas ante a minha saída, me revelaram o rapaz amável e doce que se escondia por detrás daquele corpo másculo. Logo que descemos nos abraçamos, Lorenzo fechou os olhos pra esconder as lágrimas ante a minha saída. Vinte dias depois Lorenzo veio para BH e eu o acolhi em meu apartamento. Mas essa é outra parte da história.Arthur Alter
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Coisas de Minas Gerais e amor

Minas Gerais é uma cidade encantadora. Tem um povo acolhedor e gentil. Sua Capital Belo Horizonte impressiona por sua beleza que mistura o histórico e o moderno sem nenhum constrangimento. Os bares de BH são especiais. Não é a atoa que a revista New York Times considerou BH a capital mundial dos bares.
Mas é no interior de Minas que está todo seu encanto e magia. As cidades do interior, muitas delas hitóricas, são cercadas por montanhas que nos fascinam. O homem do campo em cada região tem traços específicos de sua origem. Espalhados pelos quatro cantos de Minas encontramos descendentes de italianos, alemães e portugueses em especial.
As cidades históricas de Minas Gerais são destaque, ninguém pode dizer que conhece Minas se não visitar suas cidades históricas como Ouro Preto, São João Del Rei e Tiradentes entre tantas outras. E se não conhecer bem a Capital então mais vazio ainda fica o passeio. Minas é mesmo cheia de encantos, se os bares da capital são conhecidos mundialmente, pode-se dizer o mesmo de sua beleza. Belo Horizonte é também conhecida por ter muita gente bonita e bonita mesmo. De nos deixar de queixo caído. Nas noites de fins de semana nossos olhos são constantemente premiados com belezas raras masculinas e femininas.

Afinal você ja deve estar perguntando onde quero chegar com essa história sobre Minas. Eu sou estudante, história me fascina. A arte em todas as suas manifestações me encanta. Estudar em BH foi a melhor coisa que me aconteceu na vida.
Há dois anos atrás eu resolvera fazer uma viagem a São João Del Rei, eu precisava conhecer aquela Cidade e também visitar Tiradentes, cidade cenário para a minissérie Ilda Furação. Me organizei e parti em viagem numa sexta feira de manhã. Logo depois de três horas de viagem estava eu chegando em São João, confesso que logo na chegada, não fiquei impressionado. É que toda a beleza da cidade está em seu centro histórico. Com minha câmera e máquina fotográfica eu comecei a registrar tudo que enchia os meus olhos. Eu estava visitando a Igreja São Francisco na praça Frei Orlando, olhando suas imagens e contemplando uma beleza que palavras não conseguem descrever. E o altar mor me chamava a atenção em especial. Registrando tudo, eis que minha câmera passa por um rapaz bonito que olhava atentamente o altar. Voltei a câmera, aproximei o zoom e, discretamente eu eu fazia uma filmagem comum. Mas meus olhos agora se deparavam com uma obra de arte real e mais bela que todas. Desliguei a câmera me aproximei e logo puxei conversa.
___ Sim, claro. Ele respondeu.
Em seguida me perguntou:
___ Você está com algum grupo de excursão?
___ Não, estou sozinho. É uma pena eu estar sozinho. Com um guia a viagem fica mais interessante e a gente consegue compreender melhor o que estamos vendo. Eu cheguei hoje e como vou ficar até domingo, não posso pagar um guia por tanto tempo, mas ao menos a manhã eu pretendo encontrar algum ou ao menos infriltrar-me num grupo de turistas, eu disse.
___ Não seja por isso. Eu posso ser o seu guia. Moro aqui há 8 anos já conheço bem a cidade e um pouco da história.
___ Sério? Eu perguntei. Mas quanto você vai me cobrar? Sou estudante e não tenho muito dinheiro. E eu quero ir a Tiradentes também, pois fica logo aqui do lado.
___ Claro que sim. Mas não se preocupe. Não será mais do que o que você não possa pagar.
___ Sendo assim, ele começou a me acompanhar e a apresentar a cidade e sua história.
Eu logo tive que interrompê-lo pra perguntar-lhe o nome.
___ Lorenzo, ele disse sorrindo e logo perguntou o meu.
___ Victor, eu disse. Lorenzo tinha 22 anos, olhos que misturava um verde ao castanho, que combinava perfeitamente com seus cabelos castanhos e bem cortados. No rosto sinal de pouca barba. 1,80 de altura com 70 quilos bem distribuídos. Enquanto ele me falava da cidade e sua história eu checava sua anotomia.
Depois de um pouco mais de duas horas andando e ouvindo-o eu disse a ele que estava cansado, com fome e sede e que queria retornar ao hotel. Antes porém paramos em uma lanchonete onde fizemos um lanche e claro eu paguei o dele. E então o perguntei: Lorenzo o que você faz da vida? Estuda? Trabalha?
___ Eu estou fazendo cursinho pré-vestibular. Sou meio lento ainda não consegui passar no vestibular. Já tentei duas vezes e ainda não consegui. Trabalho com meu pai. Temos um pequeno sítio aqui. Nos fins de semana eu venho pro centro e sempre arrumo uma graninha extra como guia turístico, disse rindo. Mas eu gosto do trabalho com meu pai.
E era bem fácil notar isso. Sua pele era bem bronzeada. Os braços fortes mostravam claramente que ele trabalhava duro.
Ao terminarmos o lanche eu disse, bom quanto te pago por hoje? E ele respondeu:
__ Deixa pra me pagar no último dia. Eu prefiro.
__ Eu disse: tudo bem. Mas não é melhor combinarmos um valor já de vez?
__ Não, não precisa. Não se preocupe eu não vou cobrar tanto assim de você. Sei como é vida de estudante. E olha hoje a noite em São João é animada, se quiser sair posso te levar em alguns bares ou numa boate super legal.
___ Eu disse: claro, porque não? Podemos nos encontrar as nove então?
___ Sim claro. Ele respondeu.
Então eu disse: Lorenzo obrigado por hoje e estendi a mão para agradecê-lo. Ao tocar em sua mão, senti como eram grossas. Sua pegada era firme. O trabalho no sítio realmente devia tê-lo talhado bem. Assim voltei ao hotel, tomei um banho e cai na cama. E meus pensamentos logo viajaram de encontro àquele corpo... (última parte em breve)
domingo, 3 de janeiro de 2010
Continuação - A saga de Augusto
Marlos apenas disse tudo bem, mas fique só mais um pouquinho e chega mais perto de mim, não precisa ficar com receio não, a gente já é amigo né?
É, a gente é. Mas é que... e fora interrompido quando Marlos pegou suavemente em sua mão levando-a a seu peito dizendo entre meias palavras: vê como bate meu coração? Descompassado e apressado. É sempre assim quando estou perto de você. Eu sei que te conheci ontem. Mas, é mais forte que eu.
Augusto tomou-lhe sua mão da dele e disse: eu acabei de chegar aqui, não sei se seria legal. E talvez eu vá mudar rápido de novo. Eu nunca fico muito tempo num mesmo lugar e isso sempre me faz sofrer. Não quero passar por isso de novo e nem quero que você sofra. Marlos dessa vez, sem tomar-lhe a mão, toca-a suavemente e pergunta: você gosta da minha companhia? Ao que Augusto disse sim, claro que sim.
Então!? Olha eu espero numa boa. Você decide. Não quero apressar nada. Mas pensa que podemos nos conhecer melhor. Prometo que não vou te forçar a nada. Mas me promete uma coisa?
O quê? Perguntou Augusto.
Não foge de mim não. Só porque eu te disse isso hoje.
Não, claro que não, eu quero muito... e mais uma vez fora interrompido com um breve e furtivo beijo no rosto. Augusto apenas sorriu timidamente.
Marlos então o convida para ir à sua casa para jogarem vídeo game, ainda naquela noite. Augusto olhou-o com um ar misterioso e duvidoso de suas intenções e disse: não, não sei não. E meus pais podem não deixar. Afinal a gente chegou aqui no bairro ontem.
Ah que isso. Não precisa ficar encabulado comigo não. A gente vai só jogar, eu prometo. Eu te dou o telefone da minha casa e você deixa com sua mãe. Quando você chegar lá em casa a gente liga pra ela, eu moro aqui no quarteirão, há cinco minutos daqui. Vamos lá, vamos!
Augusto subiu tomou um banho. Sua mãe havia preparado pizza. Comeu e disse à sua mãe que gostaria de ir à casa do amigo. Sua mãe ficara meio preocupada e já ia contestar negativamente quando ele insistindo que era bem próximo e vizinhos e que quando chegasse lá ligaria pra ela ver o quão perto era. Assim sua mãe concordou mas disse-lhe: no máximo as dez esteja em casa mocinho. Augusto concordara sem reclamações, afinal ainda não era nem oito da noite.
Em cinco minutos estava na casa de Marlos. Logo que apresentado à sua mãe, ligou também pra sua mãe que ficou tranquila ao saber que ele estava mesmo bem perto de casa. E foram jogar, na verdade passaram mais tempo escolhendo o que jogar do que jogando. Toda vez que Augusto errava era motivo de gozações. Na verdade Augusto nunca fora fã de vídeo games. Depois de uma hora ou talvez mais de jogo Marlos fora buscar um suco pra eles. Ao voltar Augusto estava ali sentado, mas parecia triste. Na verdade a lembrança de seu passado, mudanças e perdas o havia encontrado novamente.
Marlos logo percebeu e perguntou: o que foi? Augusto tratou de desconversar. Marlos fora carinhoso e atencioso. Pegou-lhe a mão e disse a gente vai ser grandes amigos, pode acreditar, nada vai acontecer pra separar a gente. Levantou-se foi até a porta e fechou a devidamente. Augusto chegou a tremer. Marlos se aproxima e o acaricia no rosto e o beija com carinho. Augusto tenta se livrar, mas aos poucos se rende à ternura e carinho de Marlos. Mas logo diz: você disse que a gente iria só jogar.
É, eu disse. Mas isso é parte do jogo disse Marlos sorrindo.
Augusto então diz, preciso ir. Mamãe me deu até dez horas apenas e já esta quase na hora. A gente se fala amanhã. Vamos ao shopping certo? E Marlos respondeu: sim, vamos. Antes de sair Augusto se aproxima de Marlos e beija-o intensa e demoradamente. Marlos perdera o fôlego. Augusto riu e disse baixinho: você ainda não me pediu em namoro. Então não pode me beijar mais ok? e já abriu a porta do quarto. Marlos não pode dizer mais nada. Apenas acompanhou-o até o portão. E aquela noite seria de sonhos e pouco sono para os dois. E na manhã seguinte eles iriam patinar...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Um Novo Amigo, Um Grande Amor
Organizar tudo em seus devidos lugares, leva tempo e é cansativo, essa sempre fora a pior parte da mudança. Mas dessa vez Augusto estava contente. Ele sempre ficava encarregado de organizar seu próprio quarto a seu gosto e modo.
Ali ajeitando suas coisas ficou pensando no novo amigo. Marlos parecia ser um cara super legal e descontraído. Durante aquela tarde ele não o veria novamente. No domingo ele acordou tarde. Estava um pouco ansioso, mas tratou de disfarçar, seu pai era mestre em leitura corporal e facial, logo perceberia as inquietações de Augusto. O domingo já caminhava para o seu fim e aquela tarde de inverno já prenunciava a penumbra que logo traria a noite. Augusto e Marlos tinham combinado de se encontrarem as cinco da tarde e pontualmente ele chegou com seu skate nas mãos. Augusto apenas falou com os pais que sairia e desceu as escadas saltitante. Se cumprimentaram e desceram a rua conversando. Dois quarteirões abaixo havia um espaço meio improvisado onde Marlos e outros rapazes utilizavam em suas manobras com o skate.

Ao chegarem ao local, Augusto logo percebeu que não havia ninguém além deles dois chegando. Marlos se exibiu graciosamente em suas manobras para Augusto, é verdade que errou algumas, caiu em outras, mas tudo fazia parte do show. Depois, cansado e ofegante se aproxima de Augusto e pergunta: quer tentar? Augusto responde negativamente. Afirmando que nem mesmo equilibrar-se ele conseguiria. Marlos então diz: vem cá, eu te mostro. Sobe aí, ele disse. Depois veio para frente de Augusto e de costas pra ele, de braços semi-abertos simula o equilíbrio e o balanço do corpo. Augusto tremera, mais de ansiedade do que de medo ou tensão propriamente. Então Marlos se vira e diz: vê como é fácil! E vai para trás de Augusto, toma seus braços tensos e os levanta a meia altura e diz, relaxa, é moleza! Se aproxima mais e abre mais um pouco os braços de Augusto a ponto dele sentir o calor daquele corpo bem próximo ao seu. A tensão em Augusto vai às alturas.
Após algumas tentativas mal sucedidas, Augusto desiste com a promessa de tentar outra vezes em outra oportunidade. Ali mesmo se sentaram e começaram a conversar. Augusto falou de suas inúmeras mudanças, de suas insatisfações e da possibilidade de em pouco mais de 2 anos ter de se mudar de novo. Mas que dessa vez, estava feliz. E que na próxima mudança ele já seria maior de idade e que certamente, ele não mudaria com seus pais. Foi então que Marlos perguntou-lhe a idade. Vou completar 17 ele disse. E você perguntou em seguida. Vou completar 18 em breve.
Vamos embora, já esta escurecendo, falou Augusto. E brincando Marlos disse: o bebê tem medo do escuro? Não precisa não! Augusto sorriu e respondeu: não, não tenho, principalmente se estou acompanhado. E olhou Marlos firmente nos olhos. Aqueles olhos pretos brilhavam mais à medida em que a noite se aproximava. Seus olhares de cruzaram de forma intensa e uma mistura de medo e incerteza também apareceu entre ambos. Se levantaram e Marlos disse você vai gostar daqui, eu tenho certeza. E Augusto disse: eu tenho certeza que sim. Caminharam para casa. E a noite caiu rapidamente. Subindo a rua Marlos intencional e sutilmente põe a mão sobre o ombro de Augusto que o olha meio constrangido com um sorriso acanhado e em poucos minutos, com delicadeza, retira a mão do amigo de seu ombro com um aperto suave e cúmplice...
Ps. Abraço aos meus fiéis leitores, estarei retornando os comentários de todos em breve.
Arthur Alter
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Chegada

No dia seguinte, acordaram todos mais tarde, era certamente resultado do cansaço da viagem e também da organização das coisas para mudarem. Depois do café da manhã seguiram para o Apartamento onde iam morar. Era bem próximo ao Centro da Cidade, no Floresta, e esse nome para Augusto era lindo, ele imaginava que seria um lugar, bem mais verde ou no mínimo cercado por uma floresta, mas nada disso. O interessante é que era um bairro bonito, bem situado na Cidade e perto de tudo que ele já havia pesquisado.
Depois que chagaram no apartamento Augusto e sua mãe começaram já a limpar alguma coisa e seu pai saíra para comprar algum produto de limpesa, ao retornar, ele disse para Augusto para descer e esperar embaixo à beira da rua que o caminhão de mudanças não demoraria a chegar. Era um sábado de inverno, o dia não estava assim tão frio, o sol brilhava timidamente. O bairro todo parecia adormecido, o silêncio reinava nas ruas. Será que não mora ninguém por aqui? Augusto pensou. Nem mesmo no prédio onde chegaram, nenhum sinal de gente. Ali embaixo esperando, sentou-se à beira da calçada, a rua estava completamente deserta. Mas em instantes um barulho o despertou, alguém descia a rua em sua direção em um skate. A rua tinha um leve declínio. Augusto observou atentamente a passagem do rapaz que fez um sinal de ok e sorriu. Augusto retribuiu o sinal e o sorriso. Mas sentiu algo inesplicável por dentro, uma sensação que há muito não sentia. Aquele sorriso ficara registrado em sua mente. E nesse instante o caminhão chegou. Augustou indicou a direção do apartamento deles aos carregadores e subiu logo, mas sua mente estava fixa naquele sorriso e começara a se auto-perguntar: estaria ele indo em direção à sua casa ou deveria fazer o caminho de volta? Quem seria? Moraria ali perto? De vez enquando Augusto se aproximava da janela para ver a rua. Sua intenção era apenas tentar ver novamente o rapaz. Sua ansiedade era grande. Passado pouco mais de uma hora descera para pegar algo e eis que o rapaz vem subindo em sua direção com o skate nas mãos. Augusto sorri discretamente e o rapaz o pergunta: está mudando pra cá? Legal! Vamos ser vizinhos moro logo ali em cima. E você manja de skate? Ao que Augusto respondera negativamente. E ele disse: é fácil, posso te ensinar se quiser. Augusto apenas sorriu e disse pode ser. Estava começando ali uma grande amizade. Era mesmo uma bela recepção. Augusto se apresentou e perguntou o nome de seu novo amigo que lhe estendeu a mão e disse: Marlos, prazer! Depois de mais algumas frases e compromisso de se encontrarem de novo para conversarem Augusto subiu feliz novamente e seus primeiros dias seriam mesmo imprevísiveis como sua própria vida...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
De Poços de Caldas a Belo Horizonte
Decidira fechar os olhos e o coração ao amor. Talvez fosse cedo para uma decisão tão radical, mas decidira que era melhor, não valeria a pena amar outra vez. Era certo que em dois ou três anos seus pais teriam que mudar novamente, era sempre assim. Amar novamente seria passar pela mesma dor, era ser arrancado de dentro de si mesmo.
O tempo realmente deixou Felipe apenas na lembrança de Augusto. Lembrança saudosa. Ainda se falavam via msn, mas raramente, e as conversas eram formais, vagas e frias. Todavia ainda falavam de saudade e vontade de se reencontrarem. E isso só servia pra reforçar em Augusto a certeza de que não valeria a pena se entregar ao amor novamente. Não porque ele acreditasse que poderia voltar ao encontro de Felipe, mas porque ele sabia que mudar de cidade ou talvez até de estado seria inevitável. Afinal em seus 13 anos de vida já havia se mudado quatro vezes.
E o dia fatal, o que Augusto de alguma forma desejava que não acontecesse, aconteceu. Exatamente passados quatros. Augusto hoje aos 16 anos de idade, mudaria novamente. Mas dessa vez não deixaria amores e nem dor na partida. Nos anos vividos em Poços de Caldas, fez amigos e colegas, mas negou-se ao amor e isso o deixara frio, insensível e alheio ao sentimento que aquece a existência. Para compensar seu distanciamento, entregou-se aos estudos, estudar era a justificativa mais convincente pra ele mesmo de que não tinha tempo para amizades sólidas. Mas quem já foi arrancado várias vezes do seu próprio chão, de sua zona de conforto, sabe o que isso significa e inconscientemente ou não, ele se escondeu em algo que não poderia ser arrancado dele.

Augusto chegara ao ponto de pensar em seguir a carreira do pai, assim no futuro suas mudanças seriam justificadas com o trabalho. Se isso aconteceria mesmo, o tempo iria à frente dizer. De outro lado, o mais improvável aconteceu, Augusto recebeu com alegria a notícia que voltariam à sua terra natal.
Ele nascera ali, mas deixara Belo Horizonte aos dois anos de idade. Então o que o alegrou já que de fato ele não conhecia nada da cidade onde nascera? O que poderia ter despertado nele o desejo de morar em BH? A verdade é que ele se empolgara e isso deixou seus pais felizes, afinal nas mudanças anteriores ele sempre se revoltara.
Para Augusto Belo Horizonte era a terra das possibilidades, chegando aos seus dezessete anos, essa nova mudança o animou. Era como se ele pudesse prever o futuro, era como se ele estivesse saindo do cativeiro rumo à terra prometida. Até seus pais ficaram surpresos com sua empolgação. O que estaria acontecendo? O que teria em Belo Horizonte que o animara tanto? Ele nunca conhecera BH de fato. Mas ele sabia que ali na capital das gerais tudo seria mais parecido com a terra dos seus sonhos. Aberto a novas descobertas, curioso para descobrir a verdade narcisística de BH, ele começara a contagem regressiva para a nova mudança. Mas em seu íntimo ele sabia que a empolgação não deveria ser tanta, pois mesmo antes de se acostumar à nova cidade uma nova mudança poderia inesperadamente acontecer, para ele o futuro era sempre imprevisível...
Arthur Alter
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
É isso...
Grande abraço a todos e espero que gostem.

Pátio lotado, gente transando de um lado ao outro em euforia, descontraídos como se tivessem numa área de festa. Pátio enorme, amplo, de tanta gente parecia a avenida paulista em um dia de um show qualquer.
Primeiro dia na faculdade, meio perdido, meio surpreso por ver tanta gente jovem junta, gente bonita e descolada pensou. Ansiedade e medo rondavam sua mente de rapaz do interior. Era um estranho numa das maiores universidades da capital. Meio deslocado, alí ninguém o percebera. Olhou para todos os lados e nesse instante teve a nítida sensação de que alguém o observava, seria só impressão? E logo decidiu ir na direção da maioria.
Numa parede enorme, para quem estava habituado com uma casa modesta, uma dezena de folhas cheias de nomes. O dele certamente estaria ali. Na frente do nome, indicação de período, andar e sala. Localizou-se e seguiu. Chegou à sala, uma completa algazarra, desordem total. Sorriu meio amarelo para aqueles que o notara. Pensou em sentar-se mais a frente, mas conteve-se e foi mais para o meio. Sentou-se. Em poucos minutos entra na sala aquele que deveria ser o professor. E mesmo assim foi-se alguns minutos até que os mais exaltados o notassem e fizessem silêncio.
O professor embora jovem, mas de voz forte e que inspirava autoridade aprensentou-se, introduziu sua disciplina e nesse tempo passara-se mais de meia hora e o silêncio reinara. Abriu espaço para perguntas e alguns engraçadinhos deram logo o ar da graça, a algazarra começara e o professor não se fez indiferente, deu logo o tom com o qual conduziria suas aulas. Anatomia.
À chamada, ele foi lendo os nomes e quase nunca comparava o nome à pessoa. Mas logo que chegou àquele nome e sobrenome, levantou os olhos procurando-o na classe. Ele apenas e discretamente levantou a mão já vermelho, e muitos olharam em sua direção. Seria o nome? Ficou constrangido. O professor continua a chamada mas a essa altura a turma já está às turras. E o professor convida os já chamados a deixarem a classe, eles se levantam como uma tropa. Calmamente, olhando na direção do professor, ele se levanta e sai depois de toda a tropa, poucos ficaram para responder a chamada uma meia duzia talvez. O professor olhara-o outra vez discretamente e continuara a chamada. Mas mesmo tendo visto o professor pela primeira vez, em seu primeiro dia de faculdade, desde antes, ele já havia percebido como são os olhares...






