quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aprendendo com as lições da vida

Ontem eu levantei cedo. Muitas coisas para fazer e o dia parecia não ser longo o suficiente. Saltei da cama num pulo, corri a cozinha e coloquei água na cafeteira, liguei o botão e corri para o banheiro já arrancando o pijama. Me olhei no espelho e não gostei da imagem. A barba toda espetada, já fazia 4 dias que não me barbeava. Pensei se faria naquele momento ou se deixaria para mais tarde... Olhei meu músculos biceps e triceps, estavam bem definidos, achei que estavam legais. Caraca, a barba resolvi fazer correndo, mas bem feita, detesto barba mal feita. Termenei entrei no banho e a água parecia lavar-me a alma.
Saí do banho corri ao quarto vesti as calças e corri para a cozinha para terminar de preparar o café. Botei cereal, leite e mel na tijelinha de sempre, colequei um misto pra esquentar, peguei uma banana e pensei: nossa já devo estar atrasado! Voltei ao quarto peguei uma camisa branca básica e voltei a cozinha comi o misto com café com leite, mais rápido do que nunca e isso é péssimo para a saúde. Depois foi a vez do cereal, fui mais devagar adoro meu cereal; junto e aos poucos eu ia comendo a banana...
Corri ao banheiro escovei os dentes e só então passei uma loção após barba, voltei ao quarto vesti uma camisa azul por cima daquela branca, calcei o tênis e peguei minha pasta, desci correndo pelas escadas do segundo andar e cheguei a garagem. Cac***....e esqueci a chave do carro que mer...*aaaaaaaaaaaaa!
Subi correndo novamente. Onde está a chave...? Isso sempre acontece, todo dia não sei onde deixo a chave, não tem jeito não aprendo nunca. Parei, respirei fundo fiz uma breve retomada da chegada na noite anterior e... isso deve estar debaixo do sofá rsrsrrs vai entender porque...
Abaixo pego as chaves e saio correndo de novo. Entro no carro olho para os lados e vou saindo e penso tomará que o trânsito esteja bem suave, ligo o rádio e coloco um CD que curto muito, é uma coletânea de músicas desde de MPB até pop rock. Páro no sinal e o trânsito está mesmo bem suave.
No próximo entrocamento, eu sempre penso duas vezes antes de cruzar, sempre penso que um retardo qualquer vai passar direto, reduzi... olhei e ... cacetadaaaaaaaaa, senti um enorme impacto atrás, o barulho foi enorme, vocês não queiram imaginar. Botei as duas mãos no rosto e resperei fundo, fiquei olhando pelo retrovisor para ver o que ia acontecer e pensando desço ou não desço... ? Pego o celular e ligo pro departamento de línguas da UFU.
___Lisa, não sei que hora chego acabaram de bater na traseira de meu carro. Mas você está bem? Ela ainda perguntou.
____Sim estou, deixa eu tentar resolver isso aqui logo. Desliguei e observei que já havia alguém de pé quase ao lado dos carros batidos e que também falava de cabeça baixa ao telefone. Pensei vou ligar para meu seguro... feito isso observo que o outro motorista era bem jovem não mais que uns 22 ou 23 imaginei.
Chego até ele e digo: e aí, tudo bem?
___Tudo bem? Você me pergunta se está tudo bem?
E eu respondo: claro. É melhor você está bem né? O carro tem jeito. E ele: é a primeira vez que saio no carro de minha mãe, eu tinha prova na faculdade agora de manhã e me acontece essa mer*a. Eu não pensei que você ia parar.
Mas eu não parei eu só reduzi, você é que deve ter se descuidado e aqui é sempre perigoso...
A polícia chegou fez a perícia. Ele já havia chamado o reboque coisa de 30 minutos, fora as perdas materias tudo resolvido. E nisso chegou o reboque.
O meu carro não havia se danificado tanto, mas o da mãe dele ficou feio. Tinha mesmo que ser rebocado. Quanto ao meu, eu apenas teria que levá-lo à seguradora. Por concidência nossos seguros eram os mesmos. Perguntei a ele o que ele ia fazer e ele estava em choque ainda.
___Não sei cara, não sei. Ele respondeu.
____Bom, agora é retomar o curso do dia. “Dos males o menor”, eu disse.
____Cara, como você consegue encarar tudo numa boa assim? Ele perguntou.
___ Bom, eu já aprendi que não se pode mudar o que já aconteceu. To indo pra faculdade. Quer uma carona? Ele pensou, hesitou um pouco e disse: é acho que vou. Quando chegamos a faculdade apesar de visivelmente transtornado, ele parecia mais calmo. Apertou minha mão sorriu amarelo e me perguntou: qual o seu nome mesmo?
____ Arthur, eu disse. E completei: a gente vai se falar de novo com certeza.
Claro. Obrigado pela carona.
Boa prova rsrsrs se é que você ainda vai fazer né? E ele disse tá.
Ele saiu e eu fui trabalhar.
Isso foi ontem. E a estória ainda continua.
Segue aí...
Artur Alter

sábado, 16 de outubro de 2010

Ver a vida de frente!

Post dedicado ao meu retorno após ter lido a história de vida de um blogueiro que admiro pela coragem e determinação. (o garoto cientista)

Conversando um dia desses com um dos meus amigos, veio à conversa o assunto: desafio/obstáculos que a vida nos coloca; pensei sobre o assunto e percebi que a vida por si só é um desafio, veja:
nascemos indefesos, pequenos e totalmente dependentes de nossos pais, aos poucos vamos crescendo, aprendendo e evoluindo; de certa forma nos tornando independentes, formamos nossas próprias opniões, conceitos e as nossas regras e começamos a enfrentar a vida de frente. As vezes com medo, medo de nós mesmos. Medo de nos auto-aceitar e mais medo ainda dos outros nos aceitarem. Certo, uma conclusão válida para um mundo louco como o nosso, mas afinal o que é enfrentar a vida de frente? É se vestir de guerreiro pegar uma espada e batalhar com o mundo, ou é batalhar contra você mesmo? Enfrentamos por vezes nos mesmos, nos contradizemos, queremos, não queremos, nos subestimamos e as vezes acreditamos que não somos capazes, e estas são as maiores pedras que podem existir em nosso caminho. Não pelo fato de serem as que mais se destacam, mas justamente por serem aquelas que mais negamos e não percebemos seja por medo ou falta de coragem e por não acreditarmos no que somos capazes, não corremos atrás do que queremos, simplesmente procuramos o caminho mais ''viável''. Mais leve e confortável, as vezes nos esconcendo de nós mesmos. Então pra que nascemos afinal ? Para sermos levados pela história ou para criarmos a nossa própria trama? Pensem nisso!
Estou de volta!
Bju a todos que me seguem.
Arthur Alter

terça-feira, 7 de setembro de 2010

De volta pra casa

Pouco mais de seis meses depois de ter chegado a Florianópolis eu resolvi voltar pra Minas. Eu estava numa dúvida grande entre retornar pra Capital mineira onde nasci ou Uberlândia onde vivi os últimos seis anos de minha vida. E de certa forma tudo conspirou pra que eu voltasse pra Uberlandia. E aqui estou. Os ares das alterosas de Minas me fazem mais feliz que qualquer outro lugar.
Bom, o rítimo de minha vida aqui não vai ser nada diferente daquele de floripa. Além da rotina, a cada 15 dias passo um fim de semana em BH pra curtir meus pais e o amor de minha vida o Gui. E a cada outros quinze dias, ele vem pra cá.Na verdade ele veio só uma vez aqui, pois tem só um mês que estou de volta. E na primeira vez que ele veio, foi muito especial. Fazia pouco mais de 20 dias que tínhamos estado juntos. Ele chegou no fim do dia numa sexta feira e eu fui buscá-lo na rodoviária. Ele estava lindo como sempre e com um sorriso que não se contentava pra si apenas. Eu o recebi com um bejinho no rosto e um abraço gostoso. Não sei ao certo se as pessoas que viram pensaram se somos namorados, amigos, irmãos o sei lá. Mas de uma coisa eu tenho certeza, manisfestar nossos sentimentos é muito bom.

Chegamos em casa pouco depois de 10 minutos e então sim nosso beijo foi apaixonado e longo o suficiente pra dizer, sem palavras o tamanho da saudade. Seguido do beijo, abraço e carinho não faltaram. Sentamos abraçados e conversamos sobre tantas coisas, saudade, alegria, sonhos e projetos. Combinamos de ver o filme do “começo ao fim” o qual eu ainda não havia assistido. Podem dizer que sou atrasado, sou mesmo. Foi falta de tempo e uma certa desilusão devido as críticas que ressaltaram que o filme deixou muito a desejar no sentido de que poderia ter sido mais contundente. E eu acho que as críticas estavam certas. Mas pretendo fazer uma postagem sobre meu ponto de vista depois.
Assistimos o filme juntos. Fizemos comentários, reprovamos alguma coisa, ressaltamos outras. E namoramos muito. Depois saímos pra jantar e durante o jantar o assunto ainda foi o filme. Retornamos pra casa com uma sensação de que o amor vale a pena se a gente aprender a ver os dois lados de cada situação. O amor não tem regras nem limites. O amor tem apenas que ser manifestado porque ele dura só aquele momento que fica na saudade ou na lembrança. O encontro de amanhã é novidade, é manifestação nova.
Deitamos juntos e parecia tudo tão mágico, tão intenso e verdadeiro que nosso amor foi diferente e mais intenso que de todas as outras vezes.
A cada beijo do Gui eu sentia como se meu corpo saisse de mim mesmo, cada vez que sua mão tocava meu corpo eu me perdia no tempo e no espaço. E quando eu o tocava e beijava eu sentia que ele sentia o mesmo. Seus suspiros hora profundos, hora suaves davam o contorno perfeito aos nossos corpos. E foi assim que fizemos amor suavemente, sem pressa, sem medo de que não haveria amanhã e com uma certeza, tudo o que tínhamos era aquele momento e ele tinha que ser especial. Fizemos amor intensamente, suavemente, lentamente, calmamente, apaixonadamente. Seguido do banho nosso amor agora era manifesto apenas por dois corpos jogados um ao lado do outro suspirando e respirando levemente com olhares soltos um no outro até que dormimos...
( a continuar)

Arthur Alter

sábado, 31 de julho de 2010

Arthur e Guilherme: The happy end

Oh danm it! Aquele primeiro beijo foi perfeito e desejado creio que desde o primeiro olhar. E tudo em nós era desejo, era carícia e carinho também. Minhas mãos percorriam aquele corpo que suspirava de prazer, meus lábios procuravam os dele e quando se encontravam, até o céu se extremecia, o mar se acalmava, mas dentro de nós acontecia uma tempestade de desejos e volúpia. E aos poucos toda aquela tensão e desejo se misturavam nos deixando envoltos num clima de êxtase.
Nossos corpos se desejavam, nossos olhos queimavam, nossas mãos tremiam, era desejo demais para um instante só. Ele tirou-me a camisa e começou acariciar meu torax enrijecido de prazer, eu suspirava perdido em suas mãos e vendo me solto e ao mesmo tempo preso em suas mãos ele beijou-me intensamente, de forma que se eu já tivesse sido beijado igual, não faria a menor diferença naquele momento. Depois daquele beijo ele simplesmente virou-se pro lado olhou-me e sorriu amavelmente dizendo: se eu estou sonhando, por favor não me acorde nunca. E então foi a minha vez de beijá-lo e nessa hora o tempo parou, eu tenho certeza que sim, pois até agora enquanto escrevo, eu sinto não só a intensidade daquele beijo mas, também o seu sabor.
Não a gente não estava sonhando, era verdade, era tudo verdade. Foi então que eu também lhe tirei a camisa e olhei aquele corpo bonito, cheiroso e implume ao meu lado, e eu comecei a tocar-lhe suavemente e tão suavemente eu beijava-lhe que aos poucos seus suspiros de prazer iam aumentando em nós o mais ardente desejo de se consumir voluptuosamente e eu apenas acrescentava mais e mais beijos tornando-nos os dois inebriados de prazer e desejo.

Nossos corpos se desejavam ardentemente, e foi assim olhando pra ele como se eu nunca mais quisesse perdê-lo de vista ou arrancá-lo de dentro de mim que bem suavemente eu me deitei sobre seu torax e assim beijando-o começamos a trocar palavras soltas, apenas palavras que pudessem significar o que nossos corpos desejavam e bem aos poucos, bem ao meu modo de mineiro, muleque, faceiro e desinteressando que começamos aquele ritual que só poderia ter um fim: o prazer humano mais perfeito e completo que um mortal pode sentir. E desse prazer nem os deuses podem participar, sentir ou saber o que é, somente nós os mortais podemos experimentar, mas é exatamente nesse momento onde já não existe mais um corpo, e nem dois separados, mas apenas um, que em dois se divide no mesmo tesão e prazer. O que podemos sentir nesse momento é magico. Nesse momento nos tornamos um deus-humano, mortal, mas e daí? Onde o amor mais puro e intenso acontece, esvai-se toda humanidade e resta apenas o amor dos deuses e desse nós mortais participamos por natureza exatamente, porque nesse momento somos os deuses do amor humano.
E foi assim perdidos um no outro que nos amamos suavemente, lentamente, amavelmente sem se lembrar do tempo. O único tempo que existia era o presente embebecido de amor. E já cansados e molhados de prazer nos "entre-olhamos sorrindo". E ao final eu tive medo de voltar a ser apenas um mortal, apertei-lhe a mão e olhando pra ele eu pedi que ele me deixasse apenas com a certeza de que o tempo trataria de nos levar um ao outro novamente. Ele sorriu amavelmente e disse sim. Era hora de despedir-nos.
E aquele beijo que parecia não ter fim aconteceu e foi eternizado naquele momento. Ele me prometeu que iria me visitar em Florianópolis dentro de três semanas e passadas as três semanas, ele chegou embora o tempo tivesse nos separado, parecia que havíamos nos encontrado apenas a um dia antes. Nossos olhos sorriam...
Estamos juntos faz quatro meses, mas os dias, as semanas apenas contam o tempo pois quando estamos juntos, esse tempo não existe, só existe o presente. Quanto tempo vai durar? Deixa o tempo dizer porque se depender apenas de mim vai durar enquanto tiver que durar, é nisso que reside a eternidade do amor, do encontro, de momentos de prazer. Eterno é o que acontece e vale a pena ter acontecido. Eterno é apenas um instante que pode significar uma vida inteira e tem sido assim todos os instantes que estamos juntos. E olha que ele mora em BH e eu em Florianópolis. Aeeeeeeee Minas Gerais, me aguarda que eu to voltando...........
Amigos, desculpe-me a demora em postar, mas final de semestre pra mim é sempre um loucura e eu tive que além de concluir meu semestre de mestrado, fechar os trabalhos e organizar as coisas pra mudança.
Aeeeee Minas Gerais eu tô voltandoooooooooooo.
Arthur Alter

sábado, 19 de junho de 2010

Arthur e Guilherme II

era tarde, quase duas horas da manhã quando cheguei em casa. Ansioso entrei para o quarto e por um minuto fiquei pensando se devia ligar ou não. Na verdade eu sabia que se eu não ligasse eu não conseguiria dormir de ansiedade. Eu não tinha nada a perder. Liguei e logo na terceira chamada ele atendeu, perguntando: quem é? E eu disse sou eu, uma cara, tipo assim, bem bobo que ficou flertando com você no Shopping, e ele sorriu... eu pude sentir que era algo gostoso e espontâneo aquele sorriso. Nossa, você demorou ahn? Pensei que nem ligaria, ele disse. É pois é, só agora cheguei em casa a noite com meus pais foi longa.
Mas então, posso saber seu nome? Eu perguntei. E ele logo disse que era Guilherme e naquelas apresentações formais eu disse que me chamava Arthur. Formalidades a parte eu o convidei para sair comigo no sábado a tarde, eu já sabia que teria alguma atividade pra fazer com meus pais a noite e eu não queria desapontá-los afinal, eu havia saido de Florianópolis só para passar o fim de semana com eles. O Guilherme estranhou um passeio a tarde, mas devido à minha explicação concordou já com uma pergunta: Poxa, você mora em Florianópolis? Eu eu disse que sim e logo senti um ar de desapontamento.
Mais um pouco de conversa e deixamos para nos falar no início da tarde daquele dia que já adentrara à madrugada.

Dormi bem e pensando em como deveria ser aquele encontro, meu coração pulsava desconpassado, ansioso. Acordei por volta das 8:30 da manhã o café posto à mesa já me aguardava. Eu, filho único, há mais de 10 anos morando fora de casa. Desde os 19 na verdade. No passar desses anos todos, eu quase nunca tinha o privilégio de encontrar uma mesa posta com o carinho e amor de mãe. Eu estava (estou ) numa fase de nostalgia, - saudade excessiva de casa, de meus pais. Tomei café conversando com meus pais sobre meus planos. Terminar o mestrado, trabalhar menos, ganhar mais, talvez essa seja uma ilusão. Mas enfim, outro de meus planos era que estava pensando em voltar pra Minas, pra BH ou Uberlandia novamente, mamãe não se conteve de alegria e me pediu para que voltasse pra casa. Que sentia falta de seu filho mais que nunca. Eu disse apenas que pensaria na possibilidade com carinho, mas que ela não alimentasse expectativas. Papai reforçou o convite e disse que um retorno a casa poderia me fazer bem, que talvez eu pudesse me dedicar só ao mestrado sem ter que trabalhar também. Dessa parte eu gostei, mas isso significaria ficar na depedência. Embora eu já tenha conquistado minha independência financeira, eu sei que ele estaria sempre tentando me dar alguma coisa.
E como filho único, não tenho muitas outras alternativas. Mamãe me perguntou o que eu queria para o almoço e eu disse que queria comida de mãe, bastaria isso. Eu disse apenas que gostaria de almoçar as 12:30 pois teria que sair naquela tarde. Meu encontro com o Guilherme seria as 15:00 horas.
Papai foi ao mercado e fiquei em casa com mamãe, por volta das 11:00 horas dei uma ligada ao Guilherme e ele antendeu ainda na cama, eu pude perceber. Mas ele gostou de ser acordado por mim, ele disse.
Depois do almoço eu dormi uns 30 minutos ou um pouquinho mais. Tomei um banho me arrumei bem e ainda tive a cara de pau de pedir minha mãe o carro dela. Sai de casa faltava menos de 20 minutos para as 3:00 da tarde, meu coração estava a mil de ansiedade.
Encontrei com o Guilherme no Shopping Del Rey na região da Pampulha, bem de pertinho ele era ainda mais bonito. Nos comprimentados discretamente e sentamos em uma mesa e uma jarra de Shopp nos acompanhou na conversa que fluiu super bem. Ele falou dele, do que faz, de seus projetos para o futuro. Ao terminar me disse, mas você ahn? Tinha que morar tão longe? Por que gente bonita mora longe? E eu disse uai é?
Depois que falei de mim, eu apenas o convidei para ir visitar-me em Floripa. Ele pensou, pensou e depois disse: pode ser que sim, se valer a pena, por que não? Afinal, eu ainda não conheço lá.
Depois de todas essas formalidades decidimos arrumar um lugar pra gente ficar a sós. Meu coração tremeu, afinal já fazia 4 meses que estava sozinho de tudo. Escolhemos um lugar super bacana, na verdade ele escolheu.
Ao entrarmos no quarto ainda conversamos um pouco e nos beijamos e eu vi estrelinhas...
(Parte final a continuar)
Abraço vocês com carinho. Bju a todos.
Arthur Alter.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conto: Arthur e Guilherme - I

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------( o dono blog)
Eu estava ansioso pra chegar em Belo Horizonte, logo que entrei no avião meu desejo era que eu estivesse logo saindo, a viagem parece que domorou mais que de costume. E era só a saudade de meus pais que me incomodava e por mais estranho fazia apenas um mês e meio que eu havia estado com eles. Mas naquela sexta-feira eu já levantara com saudades.
Arrumei minhas coisas, fiz a barba, fiz algumas abdominais, tomei banho, me arrumei e parti para o aeroporto. Saí de Florianópolis as 13:30 com uma breve escala em São Paulo e no fim da tarde eu já estava em Minas. Minha mãe me esperava no aeroporto e aquele abraço que dei nela não queria terminar nunca, então ela me beijou e com o carinho de mãe me perguntou se estava tudo bem, na verdade ela estranhara o abraço demorado demais e eu disse que sim, que era a saudade e fomos pra casa.
Quando chegamos, papai estava chegando também, ele caminhou em minha direção sorriu amavelmente e meu abraço não foi menos demorado, e ele logo disse: vejo que anda com saudade de casa, não é garoto? Os anos de juiz desembargador e o trato com pessoas lhe fizera um mestre em leitura de comportamente humano, ele sentira pelo meu abraço que a saudade me machucava. E era verdade.
( o Gui )
Enquanto mamãe fora preparar algo pra gente comer eu fui tomar um banho. E aquele banho me pareceu o melhor de todos, tudo era tão familiar e gostoso que até o sabonete tinha o cheiro de minha infância. Já mais feito e descançado depois do banho e feliz por estar em casa fui lanchar e conversamos sobre meus dois primeiros meses em Floripa, eu falei de tudo com contentamento, mas não deixei de mencionar que a saudade era maior que eu pudesse imaginar. Papai me perguntou: por que não volta pra casa? Eu apenas disse: quem sabe, pode ser, mas não contem bem com isso. Mamãe apenas disse que ela queria muito que seu filhote voltasse ao ninho e eu disse: mamãe seu filhote cresceu, sabe voar e se cuidar sozinho, não vês que ele sempre volta? E o que vamos fazer hoje eu perguntei e papai me disse: que tal um cinema? Nós três: eu você e sua mãe? E eu disse: ah papai o filme tem que ser muito bom. E ele me disse estou querendo ver o Avatar, seria bom um filósofo assistir comigo pra gente discutir depois, e eu ri com o desejo de papai. Mas acabamos fechando com isso. Mas mamãe disse só se for na seção de 7:15 da noite, mais tarde eu não aguento e acabo dormindo. Mamãe, mas já são seis horas eu retruquei. E o que tem, ela replicou. Vamos indo logo então. Eu estava com saudade do Shopping BH e combinamos de irmos lá. Em poucos minutos saímos de casa. Chegamos ao shopping compramos nossos bilhetes e pipoca rsrsrs, cinema sem pipoca não rima rsrsrs. Depois do filme fomos pra área de alimentação tudo estva cheio nossos olhares procuravam uma mesa livre ou alguém se levantando. E eu olhava atento. Logo uma mesa ficou disponível e nos sentamos, daí papai foi fazer o pedido. Eu conversava com mamãe e observava à volta e logo meus olhos se depararam com um rapaz bonito aos meus olhos, e ele me olhava. Toda vez que eu o olhava ele me olhava também. Tratei de disfaçar logo, afinal eu estava com meus pais. Papai voltara pra esperar o pedido. E começamos a conversar sobre o filme. Sempre que eu podia eu olhava aquele rapaz e disfarçadamente nos flertávamos. Eu conversava sobre o filme e flertava e acho que fazia as duas coisas muito bem pois papai ficava empolgado com o diálogo e ao mesmo tempo aquele rapaz agora tinham olhos que brilhavam ao encontro dos meus e acho que os amigos dele logo perceberam que ele flertavam comigo. Levantei e fui pedir mais um suco pra mim e eu queria que ele se levantasse. Mas ele não levantou, um de seus amigos veio ao balcão e apenas me entregou um papelzinho com um número de telefone.
Logo que sentei à mesa eu queria ir embora, eu queria ligar pra ele, mas o tempo me prendera ali por mais muito tempo e ele e seu amigos se foram. Ao chegar em casa e já tarde eu liguei... ( continuar)
Arthur Alter
















quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sobre mim...

Se há uma coisa difícil é falar da gente mesmo. Eu sempre penso que é. Na verdade eu preferiria escrever um conto falando de minhas aventuras. No conto eu poderia tanto criar uma estória como poderia falar de mim. Mas como me foi pedido pra que falasse de mim, Vou tentar escrever um pouco sobre o que andei fazendo, o que tenho feito e meus planos pra curto prazo.O que andei fazendo nesses 5 meses? Logo que cheguei aqui em SC, tudo o que eu queria era me dedicar aos estudos do meu mestrado e me concentrar nas aulas de inglês e espanhol que eu daria no centro de línguas da faculdade. E na verdade tudo tem sido assim. Ao chegar aqui estranhei muito, o clima, as pessoas o lugar. Embora eu já estivesse acostumado com mudanças, confesso que essa eu senti muito.

Talvez por eu ter estado morando por 6 anos num mesmo lugar – Uberlandia MG – Mas enfim bem aos poucos eu fui me acostumando. No início o mineirinho tímido, ficou quieto em seu cantinho. E por mais incrível que isso possa parecer a minha timidez e meu jeitinho mineiro de ser começou a despertar curiosidades. Mas eu não quis me envolver nem mesmo como amizade, procurei manter uma distância razoável e segura. Nesse período recém chegado a companhia virtual do amigo Caio foi fundamental e era sempre com Ele que eu dividia meu tempo. Somos bons amigos – atualmente meus afazeres e os dele também nos tem mantido mais distantes -, mas existe uma vibração e uma amizade super positiva entre nós e isso me deixa sempre feliz. Outro amigo que embora eu nunca tenha falado com ele nem mesmo virtualmente, mas que sempre me deixa comentários super positivos é o Gilson. De uma forma ou de outra tudo isso me anima, me deixava feliz.
Um mês e meio depois que estava aqui fui a BH visitar meus pais e foi super bom, tão bom que eu nem queria voltar, mas era preciso e voltei com lágrimas nos olhos, como se eu fosse uma criancinha. Daí a saudade ficou me machucando o peito. O sorriso e a alegria pareciam distantes de mim. Passado menos de um mês, estava eu voltando a Minas. Nessas indas e vindas eu conheci o Guilherme, na verdade a gente se encontrou num restaurante e foi uma química intensa, nossos olhares não se deviavam. Consegui o telefone dele nos falamos durante os poucos dias que fiquei em BH e ele marcou de vir visitar-me, o que de fato ele fez. Nessa visita tudo foi muito bom e divertido, menos seu retorno a BH e o pior é que depois de haver retornado, ele então ficou confuso com a ideia de um relacionamento mais sério. Engraçado que era tudo o que eu não queria. Mas enfim, a gente não manda nos sentimentos. Passei por um terrível momento de paixão, daquelas sem cura e que deixa o mais racional dos mortais completamente débil. Acredito que só quem já amou de verdade saberia do que estou falando. Mas essa paixão passou e tem dado lugar a um sentimento bom e bem mais racional. O sentimentalismo, a paixão desvairada faz mal e nos faz sofrer. Agora vejo nosso relacionamento amadurecendo normalmente. Já não me dói no peito não falar com ele todos os dias...e isso é tão bom que se por um motivoou por outro o relacionamento não fluir, a dor da perda, que é inevitável não machucará tanto.
Em meio a tudo isso sigo estudando e trabalhando, como também mais acostumando com essa terra que chove demais (que isso!!!) é chuva.... é frio... meu Deus!
Outra coisa que também fiz foi pedir transferência de faculdade, quero voltar pra Minas, lá sim que é meu lugar... estou aguardando o deferimento de meu pedido. Então a curto prazo – fim de ano – quero voltar pra BH, de preferência ou mesmo pra Uberlandia.
Bom amigos acho que por enquanto vai ficar nisso. Prometo escrever um conto, relatando as aventuras de Arthur e Guilherme, aguardem!
Bju a todos e excelente fim de semana. Obrigado a todos pelo carinho e presença aqui no blog, estarei sempre passando nos blogs de todos devolvendo suas visitas.

Arthur Alter.